<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823</id><updated>2011-09-06T21:04:52.399-07:00</updated><title type='text'>Do Poeta, A Vida</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-481561752403702431</id><published>2011-09-06T20:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T21:04:52.412-07:00</updated><title type='text'>A EFEMERIDADE E A PERFEIÇÃO: O AMOR.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A gente se depara com cada amor nessa vida que o desejo de amar se faz cada vez mais encolhido, envergonhado dentro de nós, quase a sumir de vista, escondido por detrás do último punhado de fios de barba do poeta que ainda faz do coração abrigo. Perguntaram-me, com a feição apreensiva, quantos dias de frio na barriga, apertos no peito e arrepios se fazem necessários para o amor vir à tona. Falo daquela certeza, o sentimento confirmado, “prego batido e ponta virada”. Prontamente me veio a resposta e em mente eu já formulava a retórica retumbante, mas para não acabar com a ilusão do inocente, não falei que, para mim, aqueles eram sintomas de qualquer doença, algo como um resfriado qualquer, menos do amor. Se ele soubesse que uma vida toda de flores e cartas podem muito bem não ser a confirmação de um romance de encher os olhos, não faria perguntas difíceis como esta. Certo que o amor é tão íntimo e pessoal que de diversas formas pode ser manifesto; mas será que um sentimento tão verdadeiro, como é pregado, pode ser e deixar de ser em alguns dias, se constituir e pouco depois não existir mais? Será tão efêmero assim o que muitos dizem morrer ou matar em seu nome? Seria tão volátil algo que por hora era concreto, palpável até? Friso aqui, com um ar de desespero e angústia, por ser também participante dessa esfera que engloba todos os fantasiosos apaixonados, que muitos amores antes louvados e engrandecidos tiveram um fim trágico. A grande trama de Julieta e Romeu, por exemplo. E não me diga que estou misturando as coisas, como alguns.&lt;br /&gt;Esses dias eu vi o corpo de uma senhora ser velado. O viúvo estava lá, estático por um instante, parado frente a sua amada, que outrora consciente. Acariciava pausadamente sua face maquiada envolta por um véu característico. Sua respiração no ritmo mais lento possível, seu olhar fixo em algo que parecia distante e ao mesmo tempo tão próximo. O dualismo que me envolveu fez me vir em mente a hipótese paradoxal da dor também poder ser o reflexo (e não o fim) de um amor verdadeiro e isso me atrofiou por dentro. Meu coração estava grande demais pro meu peito, ou teria meu eu encolhido? Minha alma se contorcia enquanto admirado com tamanha e profunda poesia, punha-me a imaginar como teria sido os últimos momentos daquele casal. O último culto juntos; o jantar em família onde tantas conversas surgiram; o ultimo café que ele a trouxe à cama; o verso que ela o leu antes de dormirem; os abraços, os sorrisos; aquelas compras e o caos no trânsito que os fizeram perder a reunião do filho na escola; a colação de grau do garoto; a lembrança da foto que enfeita a mesinha frente à estante na sala; as conversas onde o relacionamento parecia renascer e de fato assim era; as vezes que por tolice gritou-a; quando ela calou-se e o abraçou... E me atrevo e encurto ainda mais o tempo e vou além... Quando ele abobalhado pôs a mão sobre a sua barriga, quando grávida, e disse, a contrariando: é menino; o dia do parto; o dia do casamento, a preparação dos votos, a declaração e a certeza de que seria para sempre... Ah, tempo que constrói e corrói, vida que faz nascer e usa e consome até poeira novamente sermos, serás tu que nos faz enxergar o amor encapsulado, preso, restrito a um período, será seu frenético ritmo que preenche nossos lugares mais internos, fazendo esvaziar-nos do verdadeiro significado do amor e enxergá-lo como esse sentimento mesquinho, minimizando sua força e efeitos?&lt;br /&gt;Volto meus olhos ao jovem apreensivo, tentando não desviar-me da questão. Mas como poderia eu definir algo tão perfeito, irrestrito, atemporal. A formulação de uma resposta, a idéia de não desapontar aquele jovem apaixonado (culpado por isso, mas imaculado, pois assim mesmo é a paixão), e a imagem chocante do viúvo cabisbaixo, testa franzida, olhos secos de não mais haver lágrimas para chorar seu luto, disputavam os espaços em minha mente. A grandeza desta cena me acompanhou no nascimento de cada palavra que ganhava vida meio a frase que me deixava levar montar, como um quebra-cabeça. Longe da perfeição do que verdadeiramente vem a ser o amor, o defino como o algo que prendia aquele homem junto a sua amada, mesmo após o ultimo suspirar de sua existência, agora distante do seu sorriso, de sua alma, não mais sentindo seu perfume nem ouvindo sua doce voz...&lt;br /&gt;O amor é um pequeno instante de nossas vidas, pouco imaginado pelos homens, vivido pouco antes do derradeiro suspiro, algo divino, puro, efêmero, mas perfeito. O instante em que Deus te coloca panoramicamente sobre o seu passado junto à pessoa amada. Você o olha e enxerga mais que os bons momentos, as falhas, decepções, tristezas, mágoas, ainda assim sente saudade, solta o ar preso nos pulmões e diz, antes de deixar as lágrimas surgirem: Eu faria tudo novamente... Seus olhos pesam, e um preto fecha lentamente a cortina de cima a baixo. É o fim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Daniel Hananias Cabral de Oliveira&lt;br /&gt;28/08/2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-481561752403702431?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/481561752403702431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=481561752403702431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/481561752403702431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/481561752403702431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2011/09/efemeridade-e-perfeicao-o-amor.html' title='A EFEMERIDADE E A PERFEIÇÃO: O AMOR.'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-767318038678533857</id><published>2011-06-15T14:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T14:52:38.147-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Texto baseado na música - Vitória No Deserto - Aline Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Noite faz-nos remeter a escuridão. Algo obscuro, sem a luz necessária para a sua contemplação, visualização completa, perfeita. A bíblia relata nas palavras do próprio Cristo que somos a luz do mundo, aqueles que iluminarão, através da presença iluminada de Cristo, a terra. E isso faz todo o sentido quando lembramos a passagem de Moisés, quando ao voltar do encontro sobrenatural com o próprio Deus, sua face resplandecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;“Quando Moisés desceu do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, Moisés não sabia que a pele do seu rosto brilhava, por Deus ter falado com ele.” (Êxodo 34:29)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele brilho, perfeitamente vinculado a presença de Deus, tráz nos claramente um entendimento sobre a dimensão da unção do Senhor sobre nossas vidas. Como a presença Dele na vida de Moisés, externada pelo brilho na face do mesmo, foi esmaecendo com o passar do tempo, assim acontece com a presença do Senhor em nossas vidas. Se nos limitarmos a buscá-lo quando já não mais se vê brilho algum em nossa face não haverá como estarmos ungidos constantemente, já que a unção é “a presença de Deus no que fazemos para Ele”. Também está explícita no antigo testamento, mais precisamente nos primeiros capítulos do Gênesis, a passagem do Éden. O pecado atinge homem, e entra em sua vida despretensiosamente. Desde então qualquer um que é nascido, está em pecado, e separado de Deus, como cita Paulo em Romanos. A verdade é que todos nós estamos sujeitos ao pecado. E eles continuam adentrando em nosso meio despretensiosamente. Sorrateiramente invadem nossa família, destruindo nossos sonhos, trazendo novos medos, novas dores. O mesmo tempo que esmaece o brilho da face de Moisés, é o que vê sermos sugados por nosso trabalho, nossos estudos, nossas metas incondicionais, nosso falar e vestir, facilmente influenciado pelos colegas de escola, até chegarmos ao ponto de dispersarmos meio a escuridão do mundo e a luz, que há pouco em nós, não mais iluminar como deveria, na mesma proporção que a palavra de Deus, uma canção ministrada, um momento de oração, não fazem o mesmo sentido.&lt;br /&gt;Seria a luz de Deus não mais capaz de iluminar após certo tempo?&lt;br /&gt;A palavra do Senhor nos faz indagações interessantes. Uma delas é a cerca da candeia, nos versículos 15 e 16 de Mateus capítulo 5.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa.&lt;br /&gt;Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É hora de buscarmos reascender a candeia do nosso coração. Concientemente reconhecer que erramos em anseiar por nossos próprios objetivos. A função da candeia é somente iluminar. A luz propagada por ela não serve para sua glória própria. Um velho amigo ao visitar sua casa não dirá: “Que bela candeia!”, ou “que claridade!”... Mas dirá “Que bela biblioteca!” ou “Belos quadros!”. As candeias (nossas vidas) devem estar preparadas, bem acesas, para que iluminem em meio a escuridão. Assim, a nossa luz não deve servir para a glória própria, mas sim para que os homens vejam as boas obras realizadas através de nossas vidas, pela unção derramada pelo Espirito santo do Senhor, e glorifem-o!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-767318038678533857?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/767318038678533857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=767318038678533857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/767318038678533857'/><link 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instala&lt;br /&gt;Se faz a lembrança do cheiro e sabor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se ela soubesse o tamanho da falta&lt;br /&gt;Que o tempo alimenta, coração disfarça&lt;br /&gt;Eu ainda bebo o vazio que deixou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, um sonho de menino&lt;br /&gt;Tatuou nosso destino no braço de um violão&lt;br /&gt;Desde a primeira vez&lt;br /&gt;Que eu toquei pra você dançar&lt;br /&gt;É o sonho de menino&lt;br /&gt;Me fez renascer, acreditar que a guerra poderia vencer&lt;br /&gt;Ela com a arma do tempo&lt;br /&gt;E eu com o escudo do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai Saudade, não me peça mais&lt;br /&gt;Eu já te dei meu coração há muito tempo atrás&lt;br /&gt;Vai saudade, não me impeça mais&lt;br /&gt;Eu já ti fiz meu travesseiro, vê se me deixa em paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como se eu não pudesse fazer dessa falta&lt;br /&gt;Um misto de desejo na dose exata&lt;br /&gt;Só pra te querer, querer pra mim só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, um sonho de menino&lt;br /&gt;Tatuou nosso destino no braço de um violão&lt;br /&gt;Desde a primeira vez&lt;br /&gt;Que eu toquei pra você dançar&lt;br /&gt;É o sonho de menino&lt;br /&gt;Me fez renascer, acreditar que a guerra poderia vencer&lt;br /&gt;Ela com a arma do tempo&lt;br /&gt;E eu com o escudo do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai Saudade, não me peça mais&lt;br /&gt;Eu já te dei meu coração há muito tempo atrás&lt;br /&gt;Vai saudade, não me impeça mais&lt;br /&gt;Eu já ti fiz meu travesseiro,&lt;br /&gt;Me cobri com o teu lençol&lt;br /&gt;Me revirei em tua cama&lt;br /&gt;Pra não sonhar com você...&lt;br /&gt;Vê se me deixa em paz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-2504521326429012299?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/2504521326429012299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=2504521326429012299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/2504521326429012299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/2504521326429012299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2011/02/ah_03.html' title='Ah...!'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' 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Perguntei-me isso, tive essa resposta. (Não sei se satisfaz)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Você é aquele menino que joga bola no corredor da sala,&lt;br /&gt;que pedala e ginga frente a estante, estática,&lt;br /&gt;que lamenta o gol perdido, a bola de pano e plástico&lt;br /&gt;que teima em não acertar as pernas da mesa de jantar.&lt;br /&gt;Aquele garoto colecionador de figurinhas,&lt;br /&gt;Que já toca cordas de aço do violão,&lt;br /&gt;Que faz de garrafas de areia um peso,&lt;br /&gt;Que corre em baixo do chuveiro fazendo da água suor.&lt;br /&gt;Perto das aulas se apressa em escolher um caderno,&lt;br /&gt;Põe-se a escrever na capa, atrás, o que de frente não se via&lt;br /&gt;O que só lá dentro escondia, por detrás de coisas que nem lembro.&lt;br /&gt;Você é o que tem o sonho de ser jogador, doutor, escritor até,&lt;br /&gt;É o que busca nos outros uma explicação do existir,&lt;br /&gt;“O que posso, o que fazer, o que faço por você,&lt;br /&gt;O que me garante que existo, que vivo, que participo,&lt;br /&gt;Acho que é esse não saber me definir, não ser certo de nada,&lt;br /&gt;Que certo estou que o que virá será bom, virá dos céus,&lt;br /&gt;Por tudo está nas mãos do Rei, entregue, dado, coberto&lt;br /&gt;Ainda não saberei me definir ao certo, poderei até gaguejar,&lt;br /&gt;Mas não me meterei a desvendar essa vida e os seus mistérios&lt;br /&gt;Acreditando que o só viver é viver só pros meus sonhos .&lt;br /&gt;A vida é bem mais que ser, que pensar e existir, é viver pelo outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Prov. 19:14 ) Casa e riquezas são herdadas dos pais; mas a mulher prudente vem do Senhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Ela??&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Certamente Ela é singular, mas se faz presente em cada uma. Me fascina, e pode nem sequer ter nascido. Me encanta, mesmo eu podendo nunca ter visto-a. Ela é quem eu espero, e pode estar bem ao meu lado. É quem eu corrijo, com quem eu aprendo, uma especie de fada, que sorri, faz careta, mímica, dança e canta...&lt;br /&gt;Ela pode ser ninguem, pode ser você (Isso somente para as leitoras). Isso só Ela sabe. Ou não... Mas Deus Sabe, Ele sabe sim!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.danielhanany.blogspot.com&lt;br /&gt;Daniel Hanany ,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-7259690337545129361?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/7259690337545129361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=7259690337545129361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7259690337545129361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7259690337545129361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/11/perfilperfilperfil-perfil.html' title='perfil.Perfil/pErFiL-PERFIL'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-5561861953376208319</id><published>2010-07-07T17:39:00.000-07:00</published><updated>2010-07-07T17:41:49.230-07:00</updated><title type='text'>Pra quem tá sem fazer Nada...</title><content type='html'>"Se você está aqui deve está sem algo de interessante pra fazer. &lt;br /&gt;# Se se interessar pelo livro Ela &amp; Eu, manda-me um e-mail,&lt;br /&gt;pra que eu envie a versão completa.  Abraço!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ah, meu e-mail: daniel-san_10@hotmail.com &lt;br /&gt;:*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-5561861953376208319?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/5561861953376208319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=5561861953376208319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/5561861953376208319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/5561861953376208319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/07/pra-quem-ta-sem-fazer-nada.html' title='Pra quem tá sem fazer Nada...'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-6862029717570852452</id><published>2010-06-01T19:24:00.002-07:00</published><updated>2010-06-01T19:26:42.166-07:00</updated><title type='text'>"Sede"</title><content type='html'>Estou Aqui,&lt;br /&gt;Mesmo não sabendo&lt;br /&gt;se Você está ai de verdade...&lt;br /&gt;Na real, o virtual e a onda&lt;br /&gt;sonora, que implora pra você voltar&lt;br /&gt;se misturam, num misto de mistério e beleza&lt;br /&gt;me fazendo só pensar na certeza,&lt;br /&gt;que pode ser dúvida ou incerta&lt;br /&gt;Mas que faz de Você minha natureza;&lt;br /&gt;meu chão, como que de passagem,&lt;br /&gt;meu ar, quando repirasse&lt;br /&gt;a árvore, pra aquela sombra,&lt;br /&gt;a água pra matar de vez a sede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-6862029717570852452?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/6862029717570852452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=6862029717570852452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6862029717570852452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6862029717570852452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/06/sede.html' title='&quot;Sede&quot;'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-1603394751394807703</id><published>2010-06-01T19:24:00.001-07:00</published><updated>2010-06-01T19:24:44.025-07:00</updated><title type='text'>//...</title><content type='html'>Como saiu de sua boca: sinta,&lt;br /&gt;e não decore, entenda ou reflita&lt;br /&gt;a poesia que brotou nos espaços&lt;br /&gt;vagos do coração desse louco&lt;br /&gt;esta mesma que segue nas letras&lt;br /&gt;que se infiltra no meio da vida,&lt;br /&gt;e me faz em tudo ver o teu rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-1603394751394807703?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/1603394751394807703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=1603394751394807703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/1603394751394807703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/1603394751394807703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title='//...'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-1082631904228257190</id><published>2010-06-01T19:22:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T19:23:58.523-07:00</updated><title type='text'>"Nunca Serei"</title><content type='html'>Eu nunca serei como aqueles dos filmes&lt;br /&gt;Eu nunca serei como os poetas de hoje&lt;br /&gt;que vendem seus amores, vedam suas dores&lt;br /&gt;fazem da poesia oferta&lt;br /&gt;e mesmo que fique uma merda&lt;br /&gt;o preço baixa e o fregues leva.&lt;br /&gt;Por casos o acaso nao me deixa deixar&lt;br /&gt;que me comparem com esses nobres moços&lt;br /&gt;e verdade, estao cheios seus poços&lt;br /&gt;posso ate comprar um se pagar.&lt;br /&gt;Mas nunca serei um desses tambem&lt;br /&gt;ate por nao gostar de roteiros&lt;br /&gt;fico feliz por nao poder vender&lt;br /&gt;por algo mesmo que me prende&lt;br /&gt;nao me compare aos que vendem&lt;br /&gt;nao me chame de poeta&lt;br /&gt;so te quero na dose certa,&lt;br /&gt;com mais sem menos,&lt;br /&gt;sem dinheiro, sem tempo&lt;br /&gt;sempre inteiro, sem pressa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-1082631904228257190?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/1082631904228257190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=1082631904228257190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/1082631904228257190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/1082631904228257190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/06/nunca-serei.html' title='&quot;Nunca Serei&quot;'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' 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/&gt;Eu só queria o teu semblante&lt;br /&gt;Com o brilho que ele traz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui todo espaço te cabe&lt;br /&gt;Cada tempo lhe encaixa&lt;br /&gt;A memória não desgruda&lt;br /&gt;A retina não se atrapalha.&lt;br /&gt;Quando penso em amor&lt;br /&gt;Lembro logo dessa falta&lt;br /&gt;Que de mim já mfaz refém&lt;br /&gt;E de você faz minha estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só vivendo pra saber&lt;br /&gt;A falta que faz querer&lt;br /&gt;Que os dias fossem sempre iguais&lt;br /&gt;Quando eu olho lá pra trás&lt;br /&gt;E te vejo aqui tão perto.&lt;br /&gt;A falta que faz-me ver&lt;br /&gt;O quanto é bom estar contigo&lt;br /&gt;Também traz a impaciência&lt;br /&gt;De ainda ser teu amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de Longe já te Penso&lt;br /&gt;E te faço Pensamento&lt;br /&gt;Pra saber, só vivendo,&lt;br /&gt;Como é poder viver&lt;br /&gt;A falta que você Faz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-7699277405439594594?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/7699277405439594594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=7699277405439594594' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7699277405439594594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7699277405439594594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/06/falta.html' title='A falta :/'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-7367905933789106705</id><published>2010-03-30T19:24:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T19:28:13.904-07:00</updated><title type='text'>Ela&amp;Eu</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;XI - A última Flor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os segundos, as horas, os dias, os meses... Estes foram se passando, sem esperar por nós que corríamos contra eles cada vez mais apaixonados. E não quero aqui pronunciar qualquer idéia de um amor perfeito. Nada que o homem faz é perfeito, tínhamos discutido algumas vezes, claro, mas recentemente não tenho visto isso acontecer. Não quero desperdiçar o tempo que tenho com ela, que mesmo de fosse o dia inteiro, ainda seria pouco. O amor parece que vai aumentando, coisa diferente do que eu ouvia quando adolescente, e espero que seja assim para sempre. Os nossos sonhos pareciam se chocar em algum trecho, fato que por muitas vezes, percebi se assemelhava a cenas de um filme. Ela sempre teve vontade de viajar, conhecer outros lugares, e o próprio Brasil, vasto país cheio de segredos (em todos os sentidos).&lt;br /&gt;Assistimos a copa do mundo aqui no Brasil quando ainda éramos namorados. Foram momentos que trago em meu imaginário até hoje, ela de verde, branco e azul e ele só tinha olhos para ela. Passamos pelo pulmão do mundo e digo que o ar não era mais puro, no máximo tão quanto, o sentimento que me lançava a beijá-la. Cada queda d’água nos fascinava e ela ─ imagino eu ¬ que por mais que tentasse ─ não conseguia tirar o sorriso do rosto. Dinheiro algum pagaria aquela cena, ela quando me olhou sem nada dizer, sorriu, como se não acreditasse.&lt;br /&gt;Juntos percorriam as trilhas das matas mais fechadas, e, sem medo, invadíamos o desconhecido. No Rio de janeiro vimos o Brasil ser campeão, nos pênaltis, contra a Argentina. Vitória suada, como a minha teria sido até encontrá-la e não digo tê-la. Mas dar-me a ela. A emoção me dominou quando me vi apoiado em seus ombros, nas arquibancadas do maracanã, ela sentada fazendo das minhas pernas escora, olhou para cima e falou que eu não poderia ter deixado passar aquela oportunidade e que aquele era um dos dias mais felizes de sua vida. Acreditei, mesmo pensando que ela ainda diria isso por outras vezes, no que dependesse de mim. E ser do jeito que foi me emociona até hoje, quando escrevo pareço ver o que aconteceu, cada lágrima, cada oração, cada dia, e foram tantos...&lt;br /&gt;Vejo-a e me alegro, a vida passa como um filme na mente e eu só penso em agradá-la a cada instante. Nas ultimas férias fomos para a Europa, finalmente. Antes, quando apenas sonhávamos, isso parecia mais fácil. Era um de seus sonhos e meus também. Visitamos alguns países, sempre pensando em voltar. Deixávamos escritos nas praias só para o mar saber dos nossos sonhos e alegrias e levávamos momentos presos em fotografias, que só não falavam mais porque não queríamos chorar, logo as guardando, escondendo-as de quem desejasse vê-las. Outro dia fomos passar uma tarde com os índios, numa aldeia aqui próxima da cidade. Foi uma experiência inesquecível viver com eles aqueles instantes ─ embora tenham sido poucos. Ela não resistiu ficar tanto tempo com tinta no rosto , nem mesmo oferecendo minhas massagens como oferta por mais alguns dias, e seria uma desfeita estar ali sem adentrarmos na sua cultura, podendo perceber suas alegrias, seus sentimentos, seus jeitos, seu modo de amar e deixarem ser amado. Esses dias nós aprendemos com uma indizinha que as oportunidades estão ai para serem aproveitadas. As flores não caem no canteiro por acaso. Havia um objetivo. E há um objetivo para você.&lt;br /&gt;Temos planos de ter mais um filho. Ou dois. Ela já dá tanto trabalho! Certamente virá a ser tão linda quanto à mãe. Os olhos não me enganam, o sorriso de gengiva sempre a mostra não me é surpresa. Tão linda e tão frágil. Assim como a maioria das estórias, são lindas, mas dependem de pouco para perderem-se e virarem mitos.&lt;br /&gt;Não quero que essa seja mais uma. A flor da escrita, que foi tirada lá do jardim dos amores caiu bem no meu canteiro. Ela, a princípio, não queria pegá-la. Acho que não queria decorar o seu cabelo com aquela flor, até por não precisar mais de algum enfeite. Por si só já irradiava beleza. Despretensiosamente caminhei em sua direção, mas sem pressa. Havia outras meninas olhando de longe, outras mais perto, mas eu sabia que aquela flor só ficaria bem nela mesma, e não adiantaria testá-la em outras garotas. Ela demorou a notar-me, fez me sentir pequeno, mas a flor já estava em minhas mãos, ainda no chão. Dessa vez teria de erguê-la só. Iniciei o movimento que certamente me colocaria em alguma posição que de princípio não associei. Ela foi me percebendo aos poucos. Outras flores eram rapidamente transformadas em caprichosos enfeites para as meninas. Os outros garotos, mais crescidos, agora dividiam a atenção das flores, que caiam e confundiam-se com as folhas secas da árvore, com as meninas. Impressionava-me a sua calma, se comparada às outras garotas que se espalhavam pelo canteiro.&lt;br /&gt;Parei um pouco observando a movimentação, pensei se seria tudo como antes, se valeria a pena arriscar aquela que parecia ser a ultima flor ainda intacta. O tempo foi me dando coragem e o sentimento que regava o meu canteiro foi ganhando mais água, enchendo-se de esperança. Agora acho que ainda não estou pronto e nem sei quando estarei ou me sentirei assim, mas me atrevo a perguntar-lhe se desejas fazer parte da minha vida e enfeitar o seu cabelo com essa flor, que já a muito tempo está a minha mão. Com capricho a tirei do chão, reguei-a, e até hoje ainda não perdi nenhuma pétala. Está perfeita, como você. Linda como ela.&lt;br /&gt;Algo me diz que essa seria a hora de sua resposta: ...Você quer namorar comigo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-7367905933789106705?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/7367905933789106705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=7367905933789106705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7367905933789106705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7367905933789106705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/03/ela.html' title='Ela&amp;Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-6176312329542467311</id><published>2010-03-30T19:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T19:24:23.886-07:00</updated><title type='text'>Ela&amp;Eu</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;X - Frente à Frente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;Há delas, que pensam que ser ela é algo fácil. Bem, difícil não é. Essa é a verdade, pelo menos era assim que parecia fazia parecer, que agia. Ela fazia tudo tão naturalmente e eu, mero sonhador, unia-me ao teu futuro, imaginando poses e abraços que decorariam nossa geladeira, quando casássemos, o primeiro aniversário do nosso filho, o segundo, os próximos sempre tão coloridos e ela estava tão linda; eu a via em minhas músicas, como uma musa, parecia mais bobo que nunca, tão leve, mas incomodado com algo.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Isso me encabulava e me lançava contra parede, fazendo-me não ter alternativas e negar-me a desistir de amá-la. É... Difícil não amá-la, e isso me atraia ainda mais, cativava a atenção que ainda me restava. Meus versos pareciam tão delas, seus olhares eram tão meus, fitava-a sem sequer ser notado, mas o prazer de penetrar na cena como o plebeu me enchia de orgulho. Enfim, acabaria tudo bem, não é assim nesses filmes? Mas isso não parecia um filme. Era real, até demais. Tão quanto a veracidade da vida, o aquecimento global, a corrupção, a tediosa órbita humana em busca de uma resposta para definir a origem humana, ou a guerra dos sexos. Essas coisas dificilmente terão fim, como aquilo que sentia e depois viria a me empurrar pra fora das grades do meu coração, e me fazer suplicar, chorar, correr pros teus braços. Mas não agora. Mas continue, está chegando ao fim. Também não está tão ruim. Ou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;Acho que você também já passou por uma situação como essa. Já amou. Ama. Mas é em segredo, no oculto, às vezes até você se confundi: será que amo mesmo? Às vezes eu me pego pensando sobre isso. Será mais um erro? Estou cansado de me jogar para o amor, e no fim pensar que amei. Precisava de algo mais, sem falsidades, para sempre, atemporal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Isso me lembra “ela”. Assim poderia ter sido. Em pouco, já contávamos os nossos segredos, trocávamos cartinhas de amor, éramos os melhores guardiões de segredos. Existiam versões de suas histórias, que mais pareciam contos de fada, que só contara a ele, até hoje. Não precisavam falar muito, eles se entendiam na miudeza de seus gestos, algumas frases corriqueiras já passavam despercebidas trocadas por movimentos simples, que por qualquer um seria desconsiderado. Os abraços mais melosos que já vi, ou dei, imaginem, não seriam comparáveis aos que eles deram-se. Eram tão duráveis quanto o tempo que passavam a olhar-se (e o olhar dela falava por si próprio e qualquer que fosse a frase que queria fazer se desprender, me prendia), procurando uma explicação para tudo aquilo acontecer, e tão rapidamente. Os momentos vão ganhando mais exatidão em minha mente agora. Na certa ela não se lembraria dele. Acho que não. E você, o que acha? Afinal fazia muito tempo, nem lembro o quanto, mas muito. Mais do que você está pensando, talvez o quanto você agora imagine. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 66.75pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 66.75pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Verdana', 'sans-serif';"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Pois foi esse o tempo que esperei, e que até então não me parecia estar preparado a enfrentá-la de frente, mesmo demonstrando traços de nervosismo por estar diante do ser mais presente em meus sonhos, da esperança personificada e do amor estabelecido, de forma perfeita, mas natural. E quanto à natureza teria sido gentil com ela, o criador, penso, teria na certa, retirado dele a costela que agora a completava e os unia. Talvez fosse isso que os atraíssem como imas. Na saída da escola, nas filas, nos grupos acadêmicos... Mas acho que era mais que uma costela. A mente, os olhos, a boca, os braços, as mãos, o coração, talvez. Por que não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Verdana', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-: AR-SAfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;Enfim, frente a frente. De súbito me peguei num desses desencontros que a vida me pusera nesses relatos (ou “nesse” relato, que se resume a um, quando entendemos o propósito de Deus a unir dois corações). Os milésimos podiam ser percebidos e fazia-me perceber cada detalhe do teu cabelo ondulado, que agora girava acompanhando sua cabeça num movimento que no fim me atirava a admirar tamanha eloqüência estética, uma formosura estampada, numa harmonia jamais vista, nem naqueles mais conceituados concertos apresentados em Viena. Era até mais encantador que toda a coletânea das produções artísticas de Mozart. E duvido eu, algum escritor poder descrever, ainda que com falhas, tamanha beleza, em menos de um dia de descrições minuciosas e concatenadas. Não passara muito tempo até suspirar e dar o primeiro passo para realizar aquilo que já me consumia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-6176312329542467311?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/6176312329542467311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=6176312329542467311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6176312329542467311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6176312329542467311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2010/03/x-frente-frente.html' title='Ela&amp;Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-8507988454793528359</id><published>2009-04-19T15:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T15:14:34.909-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C07%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR; 	mso-fareast-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IX - ELA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela me parecia tão próxima, familiar até. Passava e deixava um aroma já conhecido por minhas narinas, mas nunca conseguia identificá-la entre os rostos que perduravam em minha mente. A seguia pelos corredores atrás de indícios de conhecidências, mas nada era mais claro que o seu jeito de andar, o sorriso, e ainda assim não me recordava. Conversávamos com mais freqüência agora, ela já me contara um pouco da sua história, reuníamos todas as tardes para estudar e fazíamos trabalhos juntos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aquele dia ficara marcado pra sempre em minhas lembranças. Numa daquelas tardes que combinávamos de estudar, mas as circunstâncias nos remetiam ao contrário, perguntei-a sobre o seu passado, de onde teria vindo, suas aventuras. Alertara-me a respeito dos perigos, que até então pra mim eram como lendas urbanas. Falou que tudo tinha mudado desde a escolha de viajar para estudar, e diferente de mim estava ali por uma escolha inicial de seus pais. Não que não gostasse, já estava adaptada ao meio. Falara-me das diferenças que havia entre aquela cidade e onde morava. Recordava com lágrimas nos olhos, as tardes a brincar com as crianças, durante a infância na rua do canteiro florido, eram tardes e noites que se resumiam a alegria da liberdade. Novas brincadeiras eram inventadas e as reinvenções brotavam sempre do nada, como aquela conversa. Agora o ciclo de pensamentos e lembranças se fechava. Era ela. De súbito me perguntou sobre meus anseios. Sem pensar mais, disse: é você. O quê? Você, todos esses anos, pensei que nunca mais fosse lhe encontrar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela tentara desvirtuar a conversa, por duas ou mais vezes, mas foram tentativas frustradas. Explicara-me que o melhor a fazer era deixar no passado, afinal éramos crianças. Ela estava namorando. Entendi, pelo menos foi isso que disse a ela. Não teria o que dizer. Estava ainda sorrindo por dentro por tê-la revisto, e desvendado o mistério da tua aparência familiar. Como não percebi antes. Despedimos-nos. Deitei na cama, revivendo os momentos da flor da vida. Notei que muitos deles foram perdidos, consumidos pelo tempo, mas havia resquícios em minha mente, e estes alimentavam a vontade de estar próximo a ela, e sentir algo tão puro como já tivera sentido antes. Aquele sentimento quase rebrotava, mas contive-me, e percebi seu compromisso perante o amor que por hora sentia. Certo que o meu era muito mais antigo, mas já não era. Isso achava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acordei e pela primeira vez estava entusiasmado com a faculdade. O banho foi mais demorado, hoje percebo, o frasco de perfume que há muito não trocava, teve que ser substituído em poucas semanas. Não conversava sobre o que sentia com ela (o somente conversar com ela depois do acontecido era uma difícil tarefa), por respeito à situação, mas ela sabia, era notável meu olhar, meu sorriso bobo, a atenção que a prestava quando falava (as coisas mais simples), e o tempo que ainda durava para tirar a vista dela mesmo após calar-se. Ela parecia esconder algo. E na certa escondia, não conhecia seu namorado, vigiava tanto que isso poderia ser considerado no mínimo estranho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;O tempo foi passando, e me aproximei dela lentamente. Durante os intervalos, nas conversas pós-aula, já participava do seu grupo em trabalhos acadêmicos, no ônibus de volta pra casa. Foi tão difícil, que por vezes pensei em deixar tudo como estava, mas logo percebia que seria mais difícil esquecê-la tendo que vê-la quase que sempre, tão próxima e tão distante. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-8507988454793528359?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/8507988454793528359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=8507988454793528359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8507988454793528359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8507988454793528359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/04/ela-eu_3482.html' title='Ela &amp;amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-8256020690199957911</id><published>2009-04-19T15:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T15:12:44.333-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C06%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR; 	mso-fareast-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VIII - EU E A SOLIDÂO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até hoje não sei qual foi ao certo sua reação ao ler o bilhete, como ficara seu retrato ao perceber minha assinatura, talvez ainda molhado por lagrimas. Não estava encarando com facilidade os primeiros momentos após a queda da ultima das porções de lacrimejo, que se desprendiam longa e lentamente dos meus cílios, incapazes de segurá-las. E falo “primeiros” momentos propositalmente, por que os segundos (que passavam) e os terceiros que seguiam, continuariam a me torturar, numa escala ascendente de crueldade. O quarto está praticamente vazio. Só a cama, os restos de uma cortina azul (que já tivera sido azul cintilante), o guarda-roupa ganhando os primeiros e poucos, durante muito tempo, indícios de utilidade e ele, inexperiente, em sua primeira viagem para além dos limites estaduais. Parecia até filme daqueles em que o &lt;i style=""&gt;mocinho &lt;/i&gt;parte em busca da felicidade e ninguém está tão certo quanto ele que encontrará a princesa e tudo ali acabará bem. O diferente era que esse tudo tomava outras proporções, o que mais lhe importava eram seus estudos e as oportunidades que a cidade grande iriam lhe oferecer. E a princesa tinha ficado lá, agora fora do seu alcance, separados de corpo, unidos por traços em um papel velho, que sempre trazia consigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enfim a sós: Eu e a solidão, meu pior castigo. Cito a música de &lt;i style=""&gt;Claudinho &lt;/i&gt;por seus versos traduzirem literalmente minha dor; e as rádios locais pareciam querer aprisionar-me a ela. Sem nada a fazer, o rádio era meu aliado e tanto ouvia como falava o amor em rimas. Resolvi escrever. Escrevi, e os ruídos do rádio traziam-na para sussurrar no meu ouvido, fazendo gelar meu coração, só em pensar o quanto distante estava dela. Naquelas horas a desistência foi meu alvo mais distante e almejado, e a possibilidade da resistência minha esperança e base para continuar a sonhar, como no início.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em poucos instantes já me sentia íntimo da solidão, que me cercava por todos os lados fazendo-me pequeno frente a sua amplitude. Trocávamos sussurros e cochichos que se prendiam ao vento vindo da janela emperrada, do quarto 6 daquele apartamento. Daquela mesma janela, que nunca fechava, já tinha notado (e outras coisas ainda notaria) diferenças: a rua larga, sem canteiro, sem flores, o trânsito de luzes de cores e tamanhos variados. As únicas crianças que se viam, diferente do tempo da flor da vida, estavam descalças, vestidas com trapos e imundos, e a brincadeira que conheciam era jogada da forma mais suja possível. Depois de pouco tempo, notei que eram comuns assaltos e furtos feitos por aquelas crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os prédios eram dispostos lado a lado, mas não parecia haver nenhuma evidência de alguma possível relação de afeto entre os seus moradores. Nem dava pra imaginar a festa junina onde os vizinhos trocariam presentes e juntos provaríamos das massas de milho, como um bem de todos. Agora, o meu vizinho mais próximo (no caso: vizinha) me via apenas duas vezes ao dia, e ainda assim só o escuto pela primeira vez, pela manhã, quando mesmo de cabeça baixa responde o meu “bom dia”. À noite ele deve sentir-se satisfeito pela fala do dia, que acredito, não eram verdadeiras. Ou talvez fosse a exaustão que a cidade nos fazia enfrentar. Ele já estava lá há dois anos cumprindo a rotina das poucas palavras e muito estudo e estudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nas primeiras noites dormi pouco. Contava as telhas, notava as diferenças que havia em relação ao meu quarto, a minha casa, a calmaria do interior. Os dias que antecederam as aulas resumiam-se a pensamentos e conversas soltas, que se debatiam em meu lençol na cama a respeito do futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A faculdade era imensa. Meus sonhos e projetos caberiam entre aquelas paredes. Estava com vontade, gana, o que mais desejava era construir-me para a vida que se seguia, rapidamente, apontando as dificuldades que traduzem a dureza que ela representa. Para o primeiro dia, nada mal. O tão temido trote teria sido esquecido talvez, e tivera sido durante a primeira semana, até estarmos expostos ao sol, esmolando por trocados quase sempre doados pelos que passavam. Esse momento pelo menos servira para eu conhecê-la melhor. O tempo que passamos ali fez me perceber o quão suave ela falava, a atenção que refletia os teus olhos, a precisão dos seus lábios a me enlouquecer. Mais tarde quis saber seu telefone, seu perfume, seus trejeitos, seu sabor.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-8256020690199957911?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/8256020690199957911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=8256020690199957911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8256020690199957911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8256020690199957911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/04/ela-eu_1169.html' title='Ela &amp;amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-667971625333153509</id><published>2009-04-19T15:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T15:10:15.136-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C05%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR; 	mso-fareast-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VII - QUE TE AMA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Desperto de um sono profundo, e sigo em intervalos de sobriedade, entre os cochilos que separam a noite e o dia. Noto os primeiros indícios de vida. As luzes que ultrapassavam as telhas do meu quarto, na madrugada. As réstias, aos poucos, alimentaram-se do sol, e aumentaram seu brilho já provocante, me fazendo desistir da luta incansável de buscar sono em cada parte do meu corpo. Calço as sandálias vagarosamente (e desde aquele dia que ela me alertara não me atrevera a sair da cama e esquecer as sandálias), lavo o rosto, olho no espelho, noto a vista embaraçada, lavo o rosto novamente, a boca, mãos e saio. Vejo-a logo cedo, já esbanjando amor e saúde em seus gestos. Ela ainda não me vira. Voltava do supermercado, aqui perto, como todas as manhãs, trazendo sacolas carregadas de esperança por dias melhores. Assim aconteceram diversas vezes, e sempre algo estranho pairava no ar. Algo que vinha de dentro e não conseguia subsistir, sem tomar o foco e me por como um bobo, a vê-la se aproximando, sabendo que algum dia tudo aquilo teria um fim. Grato eu sou a Deus por ela, que se aproximava, e só agora, me olhara. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Sorriu. Sorriu. Sorriram. Poderia viver pra sempre assim, vivendo dela, dependendo dela, dos seus braços, que agora se encurralam com os meus, num raro abraço, em tanto tempo. Ele nunca tivera percebido no seu jeito de andar, de vestir, seu perfume, sua cor, seu abraço, sua voz. Tanto tempo vendo-a, mas sem perceber a tamanha grandeza de suas atitudes, constantes provas de amor. E isso não é de agora, ou de pouco tempo, mas desde que nasci convivo com ela. Tão próximos e tão distantes. Em parte não podia ser diferente, afinal mãe sempre acompanha, acompanhou e acompanhará os filhos. O estranho era como as coisas aconteciam, parecíamos dois estranhos, sobre o mesmo teto, ligados por um fio de emoção, que fazia-me sentir sua falta, e ela muito mais a minha. Acho que assim é no geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A vida me pôs um conceito de família, ainda não escrito (pelo menos assim imagino). Essa é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;formada pela mãe e “n” termos, nos quais me incluo. Parece mais uma fórmula matemática! Não sei se mereço fazer parte dessa equação diretamente proporcional a felicidade do ser humano, mas sou um “n” desses, que constituem essa regra geral de exceções raríssimas. Me atrevo a contrariar a matemática, e tudo que se opuser a oportunidade de viver ao seu lado, desfrutando desse amor. Amor esse do qual me lembro todos os dias, todos os segundos para ser mais preciso. Como acordava, sua rotina diária, as sacolas trazendo esperança por dias melhores, o abraço, o beijo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Se fosse apenas leitor já me preparava para algo pior. A vida traz consigo fatos inexplicáveis, e só impões, sem se importar ou questionar se estamos preparados. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A idade parece não influenciar muito, ou talvez, não sei. Ainda tenho dúvidas, mas ele tinha que ir algum dia, retardar isso não parecia lógico. E ainda era o sonho dela, e meu também. Fui selecionado para estudar num instituto de ensino. A alegria e o espanto são dessas coisas postas pela vida. Quis me mostrar duro e preparado, e teria de morar fora para provar isso. O mais difícil no momento era pensar em viver sem ela durante esse tempo, sem seus... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Meus pés gelados esperavam atônitos pra pisar em novos solos, minhas pernas tremiam, meu estômago acompanhava a respiração acelerada, meu coração ganhava voz a me colocar diante do meu futuro, meus braços sustentavam minhas mãos descompassadas que, com o auxílio da mente escrevia um bilhete explicando a opção de não haver uma despedida. Despedidas pra mim nunca foram os melhores momentos. Não me lembro de algo tão marcante, mas por precaução talvez, me acostumara assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Mãe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Nunca me esquecerei das noites sem dormir só pra não me deixar só, no berço. Das fraudas trocadas, dos primeiros banhos, de quantas vezes levou o alimento até a minha boca. Tenho em vista ainda o seu olhar ao me negar algo, as tuas mãos estendidas, carregadas de um sorriso branco ao me dar o brinquedo que tanto queria. Foi assim com a primeira bicicleta. A senhora (faço questão de assim tratá-la até hoje) me acompanhava em passeios com fins ainda não tão claros pra mim, mas que espero um dia compreender. Muitas coisas mudaram, não resistiram ao tempo. As poucas e simples responsabilidades deram lugar a desafios embalados pela vontade vencer, de conquistar, realizar sonhos... Esses sentimentos nasceram em meu íntimo e me fizeram mergulhar num rio de incertas, num mundo de desejos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;O sonho de estudar fora do estado já se tornou realidade sua participação nessa realização foi grandiosa. Digo assim, mas se não fossem todos vocês não estaria aqui, e, certamente a senhora não estaria lendo esta carta. Vou sentir falta da rua, do canteiro, das flores, dos amigos, mas tentarei não esquecer cada momento que juntos vivemos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Do teu filho, que te ama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-667971625333153509?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/667971625333153509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=667971625333153509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/667971625333153509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/667971625333153509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/04/ela-eu_1295.html' title='Ela &amp;amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-6200937353858852244</id><published>2009-04-19T15:05:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T15:07:12.250-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C04%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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       Acordei enfadado, a viagem teria sido longa, e ainda mais que as outras. Mas o dia prometia e havia de cumprir. Lembro-me do sol, por incrível que pareça. O brilho ofuscava minha visão, que só tinha ela como proteção. Logo, lacrimejei. Mas essa proteção era ao mesmo tempo um desejo, que me fazia resistir na luta desproporcional frente à luz forte e quente. Mais que indefeso desistiu de olhá-la, não por ser ela, claro. Recostado em suas pernas para que o coubesse foi deitando, inclinando o corpo numa velocidade quase imperceptível. Como que por acaso, agora já a via por baixo com a boca nos olhos e olhos na boca. Os óculos escuros escondiam seus mistérios, me obrigando a indagar-me a cerca da direção do teu olhar e gritar pra dentro de mim que, na dúvida, era melhor desviar e interromper aquele indescritível e nunca mais vivenciado, momento. Afinal a tinha conhecido naquele mesmo dia, naquele retiro, no primeiro dia, na primeira manhã e nada os afastara desde então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Andavam descalços, com chinelas a mão, marcando a praia, que os ensinavam um caminho ainda pouco vivido, pouco explorado pelos dois. Momentos como aqueles são eternos, se infinitam nos versos do compositor. Só com o mar a vista e o ressoar único de suas ondas embalando corações acelerados. Esse seria o cenário, e a cena que aparece como flashes no filme da vida de qualquer um, como ele. Ou em algumas páginas (um capítulo, talvez) da vida de um vil escritor, como eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Isso era o que ele pensava. Os flashes foram rapidamente se transformando &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em cenas. Pensava"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;em  cenas. Pensava&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt; nela a todo instante, era como um documentário sem intervalos. Cada trejeito me aproximava ainda mais, sua fala doce, o modo como o levava a fazer o que ela queria sem tanto esforço, mesmo quando ele não desejasse tal coisa. A inocência e a malícia incorporadas, juntas, coesas, grudadas. Uma menina-mulher que, aos poucos, foi tomando conta do roteiro do meu filme, ao ponto de não ser mais eu o protagonista, mas sim ela, que fazia brotar o amor, que sempre encoraja o moçinho a enfrentar tudo, para tê-la só pra ti. Metade de mim desejava saltar pra fora e dizer tudo que sentia, mas a outra a agarrava, sufocando-a, tomada pelo medo. Temia por não saber como ia receber aquilo, tão repentino. Mas quando iria vê-la novamente? A cidade é grande demais e outros corações já se perderam e ainda se perdem entre esquinas solitárias. O medo de alguns anos atrás, do tempo da flor da vida, ainda se fazia presente, guardado no mais profundo, encobrindo o brilho mais simples, porém cruel sentimento do qual o homem pode ser vítima. É assim que ele considerava-se, uma vítima, por sentir-se preso, mas com esperança de algum dia, que podia ser hoje, acabar tudo bem. Escrevi...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Talvez ainda restem dúvida,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Na certa, faltam palavras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Esse sentimento me faz tão leve&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;E ao mesmo tempo tão preso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Parece ser burocrático&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;E é por que "sentimento", por nome, é passageiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;A gente sentia, agora não sente mais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Espero pelo dia em que o amor poderá ser dito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;E o sentimento impulsionado pela decisão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;E nós o veremos, venceremos os medos e dúvidas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Tudo isso em poucas palavras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Só Ela e Eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Voltamos, e tudo não passou de um verão. Estaria mentindo se assim contasse. Sua ausência me fez depender mais da tua presença, coisas que, respectivamente, me desencorajava na vida e me consumiam em meus sonhos. Dessa vez tinha até esquecido de telefone, email, coisa do tipo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Simplesmente, aconteceu assim. E nada passaria disso na verdade, até descobri-la meio a tantos "elas e eles", em pleno centro da cidade. Aquele mesmo, que pouco tempo depois, já nos conhecia muito bem. Ela, como sempre: Contra o sol, parecia coisa proposital, como que esquematizado (Talvez pra uma disputa. Quem brilha mais?! Exagero). Não esperaria outro acaso para anotar seu telefone, e-mail, endereço, e todas as formas e meios que podiam, mesmo que por menos tempo do que desejasse, tê-la junto a mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;O mais... Foi assim. Adorávamos vagar pela cidade, em dias de chuvas (alguns) ou não, só por estarmos pertos, sonhando com o futuro, onde iríamos morar, onde nossos filhos iriam estudar, onde iria trabalhar. Palpites que me forçavam a demonstrar o sentimento que já me fadigava. Não o sentimento, mas o peso que ele me fazia carregar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Um dia, voltávamos, não lembro-me de onde, sempre de mãos e/ou braços dados. Nunca bocas. Ao menos por enquanto. Dois postes azuis, desses que iluminam a léguas de distâncias, decoravam a calçada vazia, a próxima que pisaria. Pisei. Num gesto, despretensioso lógico segurou um deles, e não sei se o vento ou algo que costumam chamar de destino, o levou a girar, fazendo uma roda, com o poste ao centro. Curiosamente (e ai que começo a trocar o vento pelo destino) ela também teria deixado ser levada pelo "vento", e estávamos frente a frente agora. Que estranho. No mínimo diferente. Não só o fato do acontecido, mas o Sol agora a iluminava mais ainda, fazendo-a franzir a testa e diminuir os olhos. Seu sorriso brilhava mais. E não estou sendo excessivo nas palavras em dizer que aquele foi o brilho mais intenso que já vi. Não só pela resplandecência, mas pelo tempo que perdurou em meu imaginário, estático. Não sei se pelo vento, pelo sol que teria feito as pazes com ela, a plasticidade do movimento que nos pusera ali, ou pelo arrepio que contaminava cada pêlo do meu corpo, aquilo tudo não era igual a nada. Tudo era diferente.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-6200937353858852244?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/6200937353858852244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=6200937353858852244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6200937353858852244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6200937353858852244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/04/ela-eu_720.html' title='Ela &amp;amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-3826984035350778629</id><published>2009-04-19T15:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T15:03:57.476-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C03%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} @font-face 	{font-family:"Arial Black"; 	panose-1:2 11 10 4 2 1 2 2 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR; 	mso-fareast-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V - TUDO EM BRANCO,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse relato foi tão repentino quanto aconteceu. Uma tentativa frustrada do meu olhar, que travava uma batalha em uma dimensão distante &lt;span lang="PT-BR"&gt;─&lt;/span&gt; a mais próxima delas &lt;span lang="PT-BR"&gt;─&lt;/span&gt; na qual o prêmio era a união entre o que eu via e o que sentia em meu íntimo. Sentia o que se estava distante, ainda por vir, mas que já tivera ido, porém tinha esperança que voltaria. Mas só conseguia enxergar o agora e meu coração não aceitava ser vencido enquanto não provasse que o amor não é substituído, não batalha pra perder, muito menos se render, frente ao que os olhos podem ver. Além do mais eu a via. Mas, em meus pensamentos. Será que não basta? Mas é ela de qualquer forma! Só que não sei como está, se pensa em mim, por que não telefona mais? Talvez fosse... Não, não. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Será que Ela estava certa mesmo? Faziam 2 anos? Ele tinha passado uma temporada na casa do tio e perdera o contato com ela. Na volta pra casa nada mais me motivava. Meu quarto, meu computador, meus livros, meus textos, tudo era pequeno, e não passavam de lembranças perto da saudade que carregava uma quantidade de frases que se formulavam sem grande esforço, em minha mente, todas com um sujeito comum: Ela. O banho parece ter lavado minha alma pesada, meu corpo cansado, me fazendo relaxar e pensar melhor. Deitei, com sono, mas não pra dormir, mas pra pensar nela e no que iria fazer. O que você faria? O que ainda me prendia a qualquer laço de existência dela era sua carta, um colar que até hoje pensa que perdeu na "esquina do beijo", como era conhecida, e algumas palavras atreladas a meras lembranças infantis inocentes que venciam minha frágil memória, e se faziam vivas ainda. Ligar seria não a melhor, mas a única escolha &lt;span lang="PT-BR"&gt;─&lt;/span&gt; principalmente quando não se sabe ou não se pode chegar até ela. &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;─&lt;/span&gt; Alô? Alô? É você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;De nada adiantou minha apreensão, minhas anotações sobre o que dizer quando ela perguntasse por que todo esse tempo sem ligar, onde tinha me metido, ou coisa assim... Mas, aquele telefone já não era mais dela. Droga, nunca mais eu vou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;─ Quem é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;─ Ah! É que eu queria falar com ela... É um amigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Minha mente já formulava outra opção de como contacta-la. Tão perto, mas cada vez mais longe. A voz me dissera que a pouco ela tinha sofrido um grave acidente e que se fosse realmente um amigo, faria de tudo pra me levar pra que pudesse vê-la. Eles acreditavam que aqueles eram os últimos instantes dela no mundo, a contemplar a flor da vida. Mas como? Porque ela? Porque eu? Por instantes pensei em ir, mas meus pais deixariam? Tive que contar tudo sobre ela, eles já conheciam a família desde uns tempos, mas perdera o contato, muito antes que eu e ela. Deixaram. Então fui. Receberam-me, e me levaram as pressas para o hospital. Nada fazia sentido naquele tempo. A correria, as salas que passavam aceleradas, as portas brancas e lacradas que se confundiam com a parede, os brancos uniformes... Tudo branco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Algo se aproximava. Algo que vinha de longe, mas estava mais perto agora. Como se compassadamente, me fizesse notar sua presença. Entrei na porta indicada pela enfermeira. De repente um choque. Parecia entrar em outro mundo. Na realidade como um despertar de um sono profundo, do acento 32, do 'avião' 0754-92. Anotei esses dados para parecer ainda mais real. Os últimos instantes da viagem me faziam refém, e só consumiam todo o ar das minhas veias a fim de me mostrar que cada momento que poderia ter passado com ela &lt;span lang="PT-BR"&gt;─ &lt;/span&gt;mesmo ao telefone &lt;span lang="PT-BR"&gt;─ &lt;/span&gt;eram mais valiosos que cada molécula de O2 que me conceituava ainda como um ser vivo. Por que na real, estava morto. Sem saber pra onde ir, onde encontrar a paz, onde encontrar a vida. Um morto, sem ar, mas com ela, onde ela estivesse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-family: verdana;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Em casa, no quarto, as mesmas fotografias decoravam a mesa isolada e cheia de pedaços de textos, que voavam quando o vento que corria pela janela entreaberta era mais forte que as palavras que lhe pesavam. O guarda-roupa foi preenchido pouco a pouco com as roupas que voltavam da viagem, as ombreiras ganhando forma de gente, sendo vestidas uma a uma. Do sonho só vim lembrar um pouco depois. o que mais queria era relaxar, parecia tão cansado. Mesmo sem saber ao certo o motivo, me aceitei assim. Era uma mistura de cansaço e ansiedade que me lançavam num mar de por quês, me deixando inquieto por dentro, e confuso por fora. Como se esperasse algo há muito tempo, sem saber o quê e estivesse cansado de correr atrás desse, mesmo sem ter saído do canto. &lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Curiosamente vi um livro antigo na banca que suportava o ventilador empoeirado, por todo esse tempo &lt;st1:personname productid="em desuso. N￣o"&gt;em desuso. Não&lt;/st1:personname&gt; o lia há uns três anos (Mas pode ser mais, sou ruim de datas). Passei a folheá-lo a fim de fugir dessa situação angustiante, mas acabei me jogando noutra. Dentro, um papel dobrado (8 vezes por sinal) me chamou a atenção. Na dúvida, abri. Só um telefone. Mas de quem? Esse nome...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;É ela! Era ela e o que ele tinha que fazer era ligar. Lembrei do sonho nesse instante. Foi um sonho? Será? Liguei. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;─&lt;/span&gt; Alô? Alô? É você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;─ Quem é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;─ Ah! É que eu queria falar com ela... É um amigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Calma. Sou eu. Quanto tempo?! Outro dia me lembrei de você...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;As palavras se perderam, voaram e não chegaram mais aos meus ouvidos. Também nada mais importava, só a suavidade da sua voz a cantar e me encontrar tão longe. Aquele som foi se extinguindo e como um veneno aliou-se ao cansaço o derrotando, fazendo-o lentamente deitar sobre a cama vazia, cheia de sonhos e medos. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-3826984035350778629?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/3826984035350778629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=3826984035350778629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/3826984035350778629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/3826984035350778629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/04/ela-eu_19.html' title='Ela &amp;amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-7796652431841063759</id><published>2009-04-19T14:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T15:00:54.886-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;IV - É SÓ SENTAR E ESCREVER&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;             Os primeiros dias foram praticamente um reviver de acontecimentos, que faziam das lembranças dela ponte, usadas para atravessar o rio de lágrimas que dificultava ainda mais o trajeto da trilha "solidão" que me era posta por sua ausência. Não conseguia, por mais que tentasse, distinguir o que era em minha própria mente, realmente meu. Ela me envolvia e rodeava-me, como se o mundo se reduzisse ao meu coração e pra onde quer que eu olhasse a visse, em cada parede, em cada canto, em cada brecha. Sensação estranha para um garoto de 12 anos. Mas um tanto trivial quando vista panoramicamente, pelo autor da vida. E quem entende essa, senão ele? É como se eu tivesse em mãos, um livro rabiscado pelo que já fiz, mas nada composto, nada completo, muito complexo. Idéias soltas, por não conseguirem mesmo se prender a algo, nada de estórias com mais personagens. Certo que na vida, há envolvidos que nos fazem escrever, por mais que pouco, nessas tardes nas quais, o que temos pra fazer é só sentar, e escrever.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; Estava na certa escrevendo sobre nada demais, no auge da composição de uma daquelas frases que se perdem, na certeza de um dia serem postas meio ao soneto do poeta, que à verá como nova. Nova, como ela parecia ser. Já tinha a visto umas vezes, da janela do meu quarto em raros momentos em que pensava em nada (Por mesmo não ter forças) durante um tempo, desde que ela se foi. Tempo esse em que eu me comprometia por inteiro, meus músculos e órgãos, meu sangue, minhas células que se uniam com o fim de sujeitarem-se aos meus olhos, que somente a viam, e nada mais. Seus braços acompanhavam os passos lentos num ritmo jamais explorado, único, hipnotizante. Qualquer que fosse, não era qualquer uma. Tinha que ser aquela que conhecera meses antes, numa viagem que fiz pra uma cidadezinha próxima daqui. Recusei gritar seu nome, no primeiro dia, na expectativa de que virasse a procurar, enquanto me esconderia por detrás da janela, observando-a por entre a rótula.  Mas aquela já era a quarta vez que passara ali em frente, sempre me fazendo distrair, sonhar e só acordar quando a rua a consumira, ao longe. Dessa vez foi diferente. Chamei-a pelo nome (mesmo temendo não ser aquele) e, mesmo diminuindo o compasso dos passos, não virou. Insisti, não restando opções. Subitamente ela parou e passou o olhar sobre as casas até me fuzilar com aquele, e me curar apressadamente com seu aceno, que vinham com um "oi" perdido meio a um sorriso, recompensa por minha insistência, talvez. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; Tinha viajado com a família pra cidadezinha, onde a fazenda do meu avô, "Seu Nilo" como era conhecido, esbanjava criações e movimentava o coração daquele homem, construindo estórias e contos, que só seriam vividos nessa época do ano pelos filhos dos seus filhos, apreensivos por um final feliz, quando nos reuníamos para, meio a desencontros, unir-mos simplesmente. A chácara do Seu Nilo era um tanto confortável, mas chegara o dia de partirmos e tinha sido naquele dia que conhecera ela, sempre com o olhar, fuzilando-me. Pena que foi apenas no ultimo dia em que estivera lá. Já faz um tempo que não viajo para a solitária fazenda, que tantas poesias já fez e viu nascer em minha mente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; Os dois anos (Isso ela que lembrou. Não tenho boa memória, importante frisar) passaram tão rápido! Faz isso tudo? Não tinha essa impressão, mas aceitei. Explicara-me que estava a passar suas férias na cidade e combinamos de sair qualquer dia, com jeito daqueles programas que nunca acontecem. Já temendo o que escrevo, lembro-me, chamei-a apressadamente para sairmos naquele mesmo dia. Na segunda? O que tem de errado? Afinal, os dias estão ai e se nada acontecer eles acontecem do mesmo jeito. Combinado então. Não tínhamos muito a fazer (uma das desvantagens da segunda), mas também o que fazer quando ela está bem a frente dele, e ele sabe que esse é o ultimo dia dela na cidade? Andávamos, mas podíamos nos atrasar, ela me alertara de que teria que se encontrar com os familiares mais tarde, com os pais. Aquele foi o meu melhor encontro, até então, não precisei fazer quase nada, falei pouco, não beijei, somente uma vez no rosto, suspenso por um 'bom dia'. Estava me sentido como Manoel bandeira uma vez escreveu, no poema intitulado 'neologismo'.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Beijo Pouco, falo menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas invento palavras&lt;br /&gt;Que traduzem a ternura mais funda&lt;br /&gt;E mais cotidiana.&lt;br /&gt;Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.&lt;br /&gt;Intransitivo:&lt;br /&gt;Teadoro, teadora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; Longe de compreendê-lo no seu mais próprio e pessoal significado, mas sentia-me reinventando esse 'verbo', Intransitivo por não precisar de complemento para se dizer completo, como morrer, teadorar é por si, inteiro. Não precisava nem ela saber, até por que se soubesse de nada iria valer. Dizer por dizer também já não me orgulhava. Ela tinha que ir agora. É... Até a próxima. Apareça mais vezes. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; Dias depois descobri que ela já namorava um moçinho da cidadezinha. Meu avô telefonara e dissera, quando perguntei sobre ela, que a vira agora a pouco com um rapaz, de mãos e bocas dadas. Não acreditei, tentando culpar a quase que total cegueira do meu avô, mas tem coisas que até um cego consegue ver. Dizem que o amor é cego, mas de cego ele num tem nada. A gente é que quer se fazer cego para não enxergar o desprazer e amar mais. Mas, o caso contrariava o ditado, o amor fazia-me enxergar, e muito bem, mesmo com a distância a nos separar. Parecia que vira a cena dos dois se agarrando, sem vergonha, pretendendo só amar. Dos dois um: Ou o amor não é cego. Ou isso não é amor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-7796652431841063759?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/7796652431841063759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=7796652431841063759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7796652431841063759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7796652431841063759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/04/ela-eu.html' title='Ela &amp;amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-6752351007193087347</id><published>2009-03-30T11:25:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T11:37:06.636-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR; 	mso-fareast-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;III - ONDE AS FLECHAS SE ENCONTRAM&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;Sempre fui reservado nas palavras. Parece que as direções que as minhas sensações tomavam eram contrárias ao normal e chegavam ao meu coração, no mesmo embalo que a ocasião me lançava. Pelo menos serviria de inspiração para os textos que escrevia.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Poemas e músicas (Que sempre nasciam de poemas) marcaram momentos da minha vida. Na escola tínhamos que realizar provas periódicas sobre os livros que éramos postos a ler. Foi ali que, na verdade, comecei a praticar a leitura. Influenciado, para não dizer obrigado, pelo seu pai, filho de poeta, e que também arriscava-se na arte de juntar o papel e a caneta. Eu não apreciava os romances. Achava perca de tempo ler essas coisas, "Poderia estar lendo outras coisas, que me ensinassem algo para a vida". Palavras minhas que se perderam com o tempo e as "coisas que ensinavam algo" tomando uma forma diferente, me fazendo desmanchar o conceito (ou pré-conceito) que tinha sobre aquelas obras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Era noite de segunda e, como de costume, a essa hora, estava lendo um livro. O da vez, intitulado "A marca de uma lágrima", cujo autor nem me lembro mais. Mas na certa era um inspirado ser, que colocava cada palavra com a mesma sutileza da mãe ao alimentar o passarinho. E eu, frágil e insaciável, apenas abria-me o máximo que podia, pronto a receber e captar aquelas palavras que desciam pela garganta apertada, de alguma forma, chegando a alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Era como um grito crescente. Um eco que vencia qualquer barreira, inclusive a concentração, que neste momento eu já perdera. Mas que barulho era aquele? Só podia ser... Meus pais, outra vez.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Já estava acostumado, o pior é que não conseguia fazer nada que diminuísse, ao menos, a freqüência das discussões. Logo pós minhas primeiras tentativas de pronunciar algo que apaziguasse a situação, me vinha duras palavras, como uma frase feita: "Isso é coisa de casal. Pode sair". Dessa vez ainda insisti. Fiquei observando assustado cada impulso, cada lágrima, cada gesto, cada grito que explodiria depois de uns instantes em silêncio, ouvindo. Um revezamento, pouco reservado de críticas e supetões. Ele estava atônito, esperando o fim da discussão que parecia não acabar nunca. Foram alguns minutos para que, em segundos, movido por algo muito menor que o amor, meu pai acertasse minha mãe. Era a primeira vez que vira seu pai traduzir de tal maneira, sua fúria. Sem fala, como na maioria das vezes, seu mundo parecia desabar. Para ele "família" era mais que palavra, mais que uma unidade, mais que mãe, pai e filho, não só significava pessoas de uma mesma classe em um mesmo lar, mas um sentimento intrínseco do ser humano, que acabara de ser golpeado pelas costas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Voltou ao quarto, prendendo as lágrimas para se mostrar forte. Aqueles eram os seus passos mais difíceis, nada chegava a sua mente além daquela cena. Até que enfim, passou pela porta. Fechou-a devagar, demorando a torcer a chave. Ainda ficara um tempo de costas a porta. Agora encostado, apoiando-se na mesma. Até desistir de se mostrar insensível e se entregar ao choro, debruçando-se na cama, abraçando o travesseiro, trazendo-o para junto do seu corpo o máximo que podia, como se juntasse os pedaços de sua família, já estufada, por tantas brigas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Adormeci ali mesmo. Acordei com uma mensagem no celular. Ela dizia que iria viajar naquele mesmo dia, precisava me ver o quanto antes. Ainda com o ódio, a marcar com lágrimas o seu rosto, se apressou. O banho foi o mais breve. Na mensagem dizia que o encontraria na casa da avó dela, e mesmo sem avisar a ninguém, saiu. Pelo caminho avistava crianças, como ele, brincando e que muitas vezes não imagina o que acontecia, naquele mesmo instante, entre seus pais. Quando já se aproximava, pensei no que poderia ser tão urgente, para querer me encontrar assim, "o quanto antes". Reconheci a rua, por uma vez já ter ido com ela lá. Vi-a ao longe e acenei como um desesperado pedindo socorro. Já era tanta a saudade que já sentira pela semana ou duas que iria passar sem vê-la. Quer dizer, sem vê-la acordado. Porque nos meus sonhos não havia outra personagem, nem sequer figurante, que não tivesse o seu rosto, o seu jeito, a sua voz. Ela me recebeu com um abraço apertado e sem meias palavras o avisou que não tinha boas notícias. Mas o que poderia ser pior do que acontecera aquela ultima noite. Estava pronto a ouvir. Ela me disse que teria de acompanhar seu pai numa viagem longa. Mas qual o problema? Viagens são tão normais, principalmente quando estamos &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em f￩rias. E"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;em férias. E&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt; além do mais era com a família. Não entendia por que... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Seus pensamentos foram subitamente barrados por uma voz seca dizendo que aquele não seria um passeio simples. Seu pai recebera um convite para trabalhar numa filial, fora do estado, e logo aceitara, já que era seu sonho. Ele, a me ver, acenou lá de dentro. Nem viu quando respondi. Estava com um semblante tão feliz, que até entendi por que ela e a família não recusaram o seu apelo em ir com ele. Talvez não mais a visse, mas prometemos manter contato por toda vida. Como juras de casados: Até que a morte nos separe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Ele nem quis falar sobre o que tinha acontecido &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em casa. Mas"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:Verdana;"&gt;em casa. Mas&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:11;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em seu coração ele sentia duas flechas tocaram-se, depois de perfurarem-no, fazendo jorrar todo o seu sangue, junto com a agonia, o choro, a alegria... A vida. Mesmo se falasse, ela não poderia mudar nada. Abraçou-me, tentando ser delicada ao dizer tchau, mas acabou por machucar ainda mais meu peito, ao comprimi-lo, mesmo onde as flechas se encontravam.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-6752351007193087347?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/6752351007193087347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=6752351007193087347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6752351007193087347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/6752351007193087347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/03/ela-eu_30.html' title='Ela &amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-7851662176867768790</id><published>2009-03-30T11:13:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T11:34:25.172-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT-BR; 	mso-fareast-language:PT-BR;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II - ENTRE ALAVANTUS E ANARRIÊS...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;Aproximavam-se as festas juninas. Adentrávamos o mês de junho e a rua já começara a dar os primeiros indícios que as festas daquele ano seriam as melhores. Enfeites dos mais diversos afloravam nessa época. Balões e fitas coloriam as portas das casas, cada qual do seu próprio jeito. As crianças se arriscavam a soltar 'bombinhas', que eram por nome, inofensivas, mas trazia consigo seus perigos. Alguns até desobedeciam aos seus pais, que entretidos com a organização da festa, perdiam de vista seus guris. Era nossa paga por nos excluir dos preparativos. Meio a tantas atividades, o que nos cabia era recortar as bandeirolas coloridas, que não pareciam tão numerosas quanto quando postas nos fios para embelezar a quadrilha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Eita&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;, a quadrilha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O espanto era por ainda não ter um par. Certamente que seria a mesma da quadrilha passada, e da outra, e da outra... Mas a preocupação era como chegar até ela. Muito embora estivesse tão próxima, ajudando com os cortes. Eu precisava agir rápido. Esperava já o momento apropriado para fazer o convite para a quadrilha que, por mais que fosse improvisada, conhecia muito bem esse casal. Eu e Ela. Aproximei-me, tentando enganar o nervosismo, perguntando sobre os enfeites. Ela estava apoiada na árvore que, isolada, decorava o canteiro quase vazio. Uma ponta da fita onde seriam colocadas as bandeiras estava presa a um dos galhos da solitária, porém necessária, planta. Acheguei-me, como em direção a árvore, o máximo que pude antes de sentir minha mente congelar. Todas as frases feitas foram perdidas no vácuo que abraçava meus pensamentos, que desesperados, sumiam, aceitando ser engolidos um a um. Não conseguia pensar mais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;st1:personname productid="em nada. Tentei"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;em nada. Tentei&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt; imaginar logo, como sairia dali depois de ela rejeitar o convite. Se é que conseguiria fazê-lo. Mas não é possível que ela rejeite! Por que ela não aceitaria... &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ainda trêmulo olhei para cima para despistar qualquer suspeita de que havia ensaiado o texto frente ao espelho (Certo, que não ensaiei como ficaria depois de um não). Notei o fio com os enfeites. As primeiras eram, na sequência, uma vermelha, a outra verde, e branca. Não sei como decorei aquilo, não tenho uma boa memória. Mas por que vermelho? Pode ser amor. O verde? Só me lembro que significa esperança... Continuar na luta, talvez tentar, ao menos convidá-la. O branco, dizem que é a mistura de todas as cores. Ou todos os sentimentos que se debatiam dentro do meu peito, que já era pequeno para guardar tanta ansiedade. Essa é a hora. Não tem mais como adiar. Perguntara, gaguejando (mesmo sem ser gago): &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;─&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt; &lt;i style=""&gt;Que-Quer Dan-an-an-çar comi-go n-n-na&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Essa era a pior parte. Suava frio. Mas o 'não' eu já tinha. Estava aprendendo com a vida a enfrentar os desafios, por menor (porém significativos) que fossem. Mas, enfim, ela aceitou. E sempre aceitava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Os pratos comuns da época me enjoavam. Eram tantos derivados do milho! Fora os tradicionais 'canjica', 'pamonha' e o próprio milho verde, a vizinhança se diversificava a cada ano, mostrando os mais diferentes pratos de milho, que eram tratados como um bem comunitário. Tudo de todos, expostos numa mesa que dividira a rua em duas metades, mas que representava a união daquela gente, pelo menos uma vez no ano. Certo que de longe até pareciam saborosos. Mas eu nem me atrevera a provar. Afinal, meu paladar não conseguia notar a diferença entre eles. Sem falar na minha ansiedade para que chegasse logo a hora da quadrilha. Ela estava linda. Vestido colorido, pouco longo, partia a sua canela magra. Maquiagem e trançinha que já eram praxe para todas as meninas. Mas nela, claro, tudo era diferente, tudo era ainda mais bonito. Ele a muito já estava embrulhado numa calça jeans (que sua própria mãe decorara), escondido num chapéu de palha e uma camisa quadriculada, sem algum luxo. E até parece que alguém ou algo ao lado dela pode parecer tão luxuoso! Tudo ficava simplório quando comparado a beleza de um mero sorriso seu (que no dia estava faltando um dente, detalhe. Coisas de festa junina).&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Enfim, os ponteiros se emparelhavam apontando para o Norte. À meia noite a quadrilha improvisada começara. Entre gritos por ordem, &lt;i style=""&gt;alavantus &lt;/i&gt;e &lt;i style=""&gt;anarriês&lt;/i&gt;, eu só conseguia notar a sua presença, ali tão perto. Contudo, não perto o bastante para saber que mais a dentro algo queimava por ela, pulsava ao tocá-la, pulava quando a via. Fechei os olhos tentando eternizar aquele momento meio a tantos outros da nossa infância, que permaneciam guardados, usados na memória. Os segundos que antecediam o abrir dos meus olhos foram um tanto duradouros, pela distância entre os mundos em que me encontrara antes e depois de fechá-los. Mas não eram as suas mãos que agora segurava!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:11;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;          &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ah! Logo a vi com seu pai, que também participara da festa. Sempre trocavam os pares nas quadrilhas, era um passo, digamos. Ela me olhou, sorriu e sem saber, me acalmou. A roda de gente parecia bem maior agora do que quando estava só, com ela. Mas enfim chegara, reconheci as mãos diferentes de qualquer outra, e ali ficamos, trocando olhares, sorrisos, obedecendo aos gritos que ouvia como que vindo do além, e que nos levavam a fazer, como se tivéssemos ensaiado, o que os outros faziam. Duvido é algum deles estar sentido, como eu, esse algo que ainda nem sei, mas que poucas vezes senti. E todos os anos, até aquele, foram assim. As crianças, as brincadeiras, as incertezas, os desafios, eu e ela. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:11;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-7851662176867768790?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/7851662176867768790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=7851662176867768790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7851662176867768790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7851662176867768790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/03/ela-eu.html' title='Ela &amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-2628650240844903814</id><published>2009-02-12T09:02:00.000-08:00</published><updated>2009-03-30T11:35:32.770-07:00</updated><title type='text'>Ela &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;I - A FLOR DA VIDA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As horas pareciam já saber que aquele tempo seria interrompido e, sabiamente se estendiam, recebendo nada mais que o desprezo inocente daqueles que brincavam na rua, na calçada, sala, ou quintal. Sempre naquele tempo: A tarde toda. Seja qual fosse a tarde: O tempo todo. Meninos e meninas se espalhavam pela rua entregues a natureza humana infantil. Brincavam sem parar. Coisa de criança. E não quero dizer que adultos não brincam! Brincam Sim. Eu brinco, quero brincar pra sempre. Mas no tempo em que nossas maiores responsabilidades eram algumas garrafas a encher ou louças a enxugar, nossos direitos eram muito mais numerosos que os deveres e a liberdade era vivida sem limites e preocupações, como disse uma vez o grande Mahatma "A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar." Era tão literal que chegava a me sentir preso ao nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;        Era. Era isso o que aquelas crianças tinham pra fazer. Nada. Nada e tudo ao mesmo tempo. Ali, quase todos da mesma idade, mais ou menos 7, 8 anos, ainda incertos (e quem tem certeza?) a cerca da vida, pareciam viver como todas (nem todas) as crianças dessa idade. Na rua, onde passaria ao menos parte da minha vida, até o início da minha juventude, quando escrevo isto (que ao certo ainda não sei o que é), havia um canteiro, já desgastado, pouco florido (na realidade só esteve florido uma tarde e não foi naturalmente. Mas isso depois conto.) A verdade é que naquela porçãozinha de terra rodeada de pedras emparelhadas nasciam várias novas distrações, como se brotasse mesmo do chão, como uma planta que nasce e logo torna-se árvore grande. Amava poder passar as tardes a brincar de bola de gude, peão, garrafão, cai no poço (dessa brincávamos mais a noite, atrás de um carro abandonado em frente à uma  oficina que há até hoje aqui na rua).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;        Desconhecíamos o limite, o tempo, a hora... Mas conhecíamos muito bem a voz de nossas mães a chamar um por um, para casa. Por entre súplicas por "um pouco mais" cessavam-se os apelos das crianças, vencidas pelas mães. Sempre o dia de brincadeiras acabava em choro. Era estranho até não acontecer assim. E como foi estranho aquele dia! É como se tivéssemos brigado, como gente grande, sabe? De caras emburradas claro, mas aceitamos a hora, o tempo e os limites agora. Mas brigas, discussões sempre acabam assim mesmo. O que tem demais nisso? O pior, ou melhor, é que não tínhamos brigado. Nem sequer discutido. Aquelas cabeças baixas e gestos que pareciam traduzir um discurso aceptor eram sinais do próprio tempo, que fazem das crianças seres que já compreendem o mundo mais que uma criança (Se é que você me entende).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;       Uma vez houve uma festa de casamento em frente a minha casa, e como em todas as festas desse tipo, haviam flores. Foi nesse dia que, em pouco tempo, o canteiro ficou recheado de pétalas. Como prova de nossa versatilidade faríamos daquilo também uma diversão. Eu, ela e as outras crianças procurávamos flores ainda não machucadas que servissem para enfeitar os cabelos das meninas, ou mesmo só para serem despetaladas, pelos meninos. Ela caminhava em minha direção. Acho que tínhamos visto a mesma flor, ao mesmo tempo. Eu (ainda nada cavalheiro), como estava mais próximo, acreditei que pegaria aquela sem dificuldades (mesmo sem um destino certo para aquela flor). Ela correu. Sem alternativas, corri. Vi que não daria tempo pegar sem danificar a flor de algum modo. Segurei ao menos a primeira pétala. A segunda. Mas ela foi rápida. A flor ao chão, mas segura nas nossas mãos, foi sendo erguida lentamente, a guarda de olhares fixos, apoiada em mãos trêmulas. Senti as pétalas quase se desprenderem e, cedendo, admitindo a falta de um destino para aquela flor, soltei-a. Um sorriso nasceu. Na verdade, dois. Primeiro ela, depois eu. Estava me lembrando de alguma cena de filme, alguma frase bonita para surpreendê-la. Só me veio aquela: flores para um flor. Mas calei. Ela logo enfeitou seu cabelo ondulado, pondo-a entre as mechas. Não sei se falou algo, não prestei atenção. Saiu e voltou a procurar. Fiquei estático a pensar (Não sei em quê). Os outros perguntavam se não ia continuar a brincar. Mal sabiam eles que na flor da vida as oportunidades são como pétalas, e quando uma flor não tem um destino, suas pétalas são arrancadas, sem dó.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-2628650240844903814?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/2628650240844903814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=2628650240844903814' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/2628650240844903814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/2628650240844903814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2009/02/ela-eu.html' title='Ela &amp; Eu'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-5743664979508037762</id><published>2008-12-08T17:48:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T14:17:44.778-08:00</updated><title type='text'>A bola da vida</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foi realizado no CEFET, um mini-torneio para que se pudesse ser pagas umas aulas que não foram dadas, por motivos ainda não tão bem esclarecidos. Resumindo: O professor de Educação física nos pediu para que fizéssemo um pequeno relatório, onde deveríamos expor a nosa opinião sobre os jogos também. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ainda por motivos não tão bem esclareceidos também, eu senti vontade de escrever - em plena segunda-feira, às 07:00 da manhã. então fui recordando meu passado, quando jogava um pouco mais, do esforço do meu pai a me ensinar os primeiros passos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;e deu no que deu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada diria se avistasse ao longe garotos jogando, praçinha da igreja, ao fundo, longe, passava a vida. Sem importarem-se com o tempo - que não pára, com a bola - já surrada, com os pés - descalços, canelas magras, pernas longas, na quadra - que não era, se dedicando na prática de um jogo, que de tão lúdibre reunia meninos e meninas daquela rua estreita, que não era tão diferente das outras da cidade, onde existiam praçinhas, meninos, meninas e uma bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, ' o tempo não pára' e aquelas crianças magrelas com o tempo, creseram viveram e continuam tocando pra frente essa bola da vida.&lt;br /&gt;Quem há pouco sonhava em ser um gigante da bola, ganhava da vida uma rasteira bem no meio da canela - ainda magra, e se via novamente ao tamanho dos garotos que viviam naquela rua. A bola da vida - também já surrada o levou a outra quadra - e esta era realmente, em outro jogo - outros objetivos, mas o mesmo sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade não era apenas vencer, derrotar. Os pés - calçados, o terno - que agora existia, representava a união entre aqueles que um dia jogaram naquelas praçinhas, daquelas ruas, naquela cidade. Naquele tempo, nada dira. Mas hoje, digo que esta foi a oportunidade de reviver o tempo em que o tempo era desnecessário, que a quadra na realidade não era, e que a bola cabia no coração, hoje preso a tantas outras coisas fora daquela rua estreita, na cidade - ou não, espalhadas pela redonda e surrada bola da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-5743664979508037762?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/5743664979508037762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=5743664979508037762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/5743664979508037762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/5743664979508037762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/12/bola-da-vida.html' title='A bola da vida'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-2786200204943563016</id><published>2008-12-01T10:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T10:37:52.206-08:00</updated><title type='text'>"Volta pra casa"</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Qualquer comentário pode comprometer, então:&lt;br /&gt;Leia e sinta.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia sem você,&lt;br /&gt;As horas passam devagar.&lt;br /&gt;A cada instante fica mais perto&lt;br /&gt;E mais difícil agüentar&lt;br /&gt;A dor que cresce e não cansa,&lt;br /&gt;De com tuas lembranças&lt;br /&gt;Me fazer chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minhas orações coloquei&lt;br /&gt;O teu nome junto ao meu,&lt;br /&gt;Esperando assim que o nosso Deus&lt;br /&gt;Esteja a tudo preparar.&lt;br /&gt;Por mais que pareça impossível&lt;br /&gt;A mão de Deus vai nos unir.&lt;br /&gt;Eu quero acreditar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Volta pra casa, que eu quero ouvir da sua voz Deus me falar que sim ]&lt;br /&gt;E demonstrar que todo esse amor foi assim, planejado por Ele.&lt;br /&gt;Vem pros meus braços, preenchê-los com o teu calor&lt;br /&gt;Juntar os corações pelo Senhor, pois esse amor também é Dele.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que com o tempo&lt;br /&gt;É difícil agüentar.&lt;br /&gt;Mas eu sinto algo no peito&lt;br /&gt;Que ainda me faz sonhar.&lt;br /&gt;Não me desgrudo só um instante,&lt;br /&gt;Se ainda resta uma chance&lt;br /&gt;Eu quero te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já posso ver até o dia&lt;br /&gt;No qual meus sonhos, vou viver.&lt;br /&gt;Tudo ainda será poesia,&lt;br /&gt;Impossível descrever:&lt;br /&gt;A sensação do meu coração&lt;br /&gt;Em ver que Deus respondeu&lt;br /&gt;A minha oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Hananias Cabral de Oliveira, 16&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-2786200204943563016?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/2786200204943563016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=2786200204943563016' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/2786200204943563016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/2786200204943563016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/12/volta-pra-casa.html' title='&quot;Volta pra casa&quot;'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' 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Não se sabe ao certo a sua origem, apenas tenta-se, pela análise de dados, buscar alternativas que expliquem e comprovem as teorias mais diversas postas em check pelo homem moderno, como no caso da teoria do Big Bang, a mais conhecida, que fez dos seus adeptos maioria nos últimos tempos, principalmente no ramo científico.&lt;br /&gt; Esta teoria tem sua tese fundamentada no fato de que o universo está em constante expansão, de acordo com um modelo de Friedmann-Robertson-Walker baseado na teoria da Relatividade Geral, supondo que a matéria que hoje ocupa todo o universo já esteve concentrada em um único ponto no espaço. Neste ponto de concentração, nomeado Núcleo-Ovo pelos pesquisadores, havia uma enorme quantidade de radiação, fazendo com que esse se tornasse instável, emitindo várias partículas ─ como se fossem fogos de artifício, que por sua vez, possibilitam a expansão do universo. Filósofos geralmente costumam discordar das idéias propostas pela teoria do Big Bang, surgindo questões como: O que aconteceu na noite anterior ao Big Bang? O que deixou de existir para que o novo universo-bebê pudesse vir à luz? Mas eles não foram os primeiros. Einstein, por exemplo, descreveu o Big Bang como uma "singularidade" - um termo do jargão científico para absurdo. Não param por aí críticas a essa teoria, mas os físicos sabem que esse é o melhor modelo existente hoje e que esse permitiu uma série de avanços científicos.&lt;br /&gt; Muitas teorias já foram propostas pelo homem, nunca resultando em um apuramento final dessas teses. O homem vive e sua vida gira em torno do universo, como se estivesse em uma órbita constante, num ciclo tedioso por uma explicação que o faça conhecer todas as transformações e razões, que fizeram com que ele chegasse à atualidade. E ainda, o que acontecerá depois de alguns milhões de anos, com a estrutura geológica da terra, por exemplo. São dúvidas e mais dúvidas que nos fazem perceber que a ciência não é nem nunca será completa, e que esta precisa do homem para que a faça. Já este, por sua vez, vive e usufrui do universo, que necessita do homem para ser utilizado, estudado e feito conhecido. Assim a vida segue, seguindo a órbita que Deus a deu, procurando razões pra contestar seu criador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-1631409584265952999?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/1631409584265952999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=1631409584265952999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/1631409584265952999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/1631409584265952999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/11/tediosa-rbita-humana.html' title='A TEDIOSA ÓRBITA HUMANA'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-4633146577246119707</id><published>2008-11-05T15:47:00.001-08:00</published><updated>2008-11-05T15:51:31.411-08:00</updated><title type='text'>"ô Bixo Doido!!"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Leia discurso de Barack Obama em Chicago após vitória05/11/2008 17h52&lt;br /&gt;Eis a íntegra do discurso pronunciado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, na madrugada desta quarta-feira (5), em Chicago, depois da confirmação de sua vitória nas eleições dessa terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;BARACK OBAMA: Olá, Chicago. Se existe alguém que ainda duvida que a América é um lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores está vivo em nosso tempo, que ainda questiona o poder de nossa democracia, esta noite é a sua resposta.&lt;br /&gt;É a resposta contada pelas filas que se estenderam em torno de escolas e igrejas em números que a nação jamais viu, de pessoas que esperaram três horas ou quatro horas, muitas pela primeira vez em suas vidas, porque acreditaram que desta vez precisava ser diferente, que suas vozes poderiam fazer a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, americanos nativos, gays, heterossexuais, deficientes e não deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nunca fomos apenas uma porção de indivíduos ou uma porção de estados vermelhos e estados azuis. Nós somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;Essa é a resposta que levou aqueles a quem foi dito por tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e desconfiados sobre o que podemos conseguir a pôr suas mãos no arco da história e curvá-lo uma mais vez no rumo da esperança de um dia melhor.&lt;br /&gt;Foi uma longa jornada, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data e nesta eleição neste momento definidor, a mudança chegou à América.&lt;br /&gt;Agora há pouco, esta noite, recebi uma ligação extraordinariamente cortês do senador John McCain. O senador McCain travou uma luta longa e dura nesta campanha. E ele já havia combatido há muito mais tempo e mais duro pelo país que ele ama. Ele suportou sacrifícios pela América que a maioria de nós não pode nem sequer começar a imaginar. Nós estamos em melhor situação pelos serviços prestados por este líder corajoso e abnegado. Eu o felicito; eu felicito a governadora Palin por tudo que eles conseguiram. Pretendo trabalhar com eles no futuro para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.&lt;br /&gt;Quero agradecer a meu parceiro nesta jornada, um homem que fez campanha com seu coração, e falou para os homens e mulheres com quem cresceu nas ruas de Scranton e com quem viajou no trem para casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.&lt;br /&gt;E eu não estaria aqui nesta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga nos últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor de minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sasha e Malia, eu amo vocês mais do que vocês podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que virá conosco para a nova Casa Branca. E embora ela não esteja mais entre nós, eu sei que minha avó está nos assistindo, junto com a família que me fez ser quem eu sou. Sinto sua falta esta noite. Sei que minha dívida para com eles vai além de qualquer medida.&lt;br /&gt;Para minha irmã Maya, minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, muito obrigado por todo apoio que vocês me deram Sou grato a eles.&lt;br /&gt;E ao meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não glorificado desta campanha, que construiu a melhor, a melhor campanha política, eu acho, da história dos Estados Unidos da América. Ao meu estrategista-chefe David Axelrod, que foi um parceiro em cada passo do caminho. À melhor equipe de campanha já montada na história da política. Vocês fizeram isto acontecer, e eu serei eternamente grato pelo que vocês sacrificaram para fazê-lo.&lt;br /&gt;Mas, sobretudo, eu jamais esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos endossos. Nossa campanha não foi planejada nos salões de Washington. Ela começou nos quintais dos fundos de Des Moines, e nas salas de visitas de Concord, e nas varandas de Charleston. Ela foi construída por mulheres e homens trabalhadores que usaram toda pequena poupança que tinham para doar US$ 5, US$ 10, US$ 20 para a causa. Ela se fortaleceu com os jovens que rejeitaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram seus lares e suas famílias por empregos que ofereciam pouca remuneração e menos sono. Ela extraiu forças das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio cruel e o calor escaldante para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se apresentaram como voluntários, e organizaram, e comprovaram que mais de dois séculos depois um governo do povo, pelo o povo e para o povo não desapareceu da face da Terra. Esta vitória é sua.&lt;br /&gt;E eu sei que vocês não fizeram isso apenas para vencer uma eleição. E sei que não fizeram isso por mim. Vocês o fizeram porque compreendem a enormidade da tarefa que temos pela frente. Pois enquanto estamos aqui celebrando nesta noite, sabemos os desafios que o amanhã nos trará são os maiores de nossas vidas - duas guerras, o planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estamos aqui, nesta noite, sabemos que há bravos americanos despertando nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscar suas vidas por nós.&lt;br /&gt;Há mães e pais que se deitam e ficam acordados depois que os filhos adormecem e se preocupam sobre como conseguirão pagar a hipoteca, ou as contas de seus médicos, ou poupar o suficiente para a educação universitária de seus filhos. Há nova energia para explorar, novos empregos para criar, novas escolas para construir, e ameaças a enfrentar, alianças a reparar. O caminho à frente será longo. Nossa subida será íngreme. Talvez não consigamos chegar lá em um ano. ou mesmo em um mandato. Mas, América, eu nunca estive mais esperançoso do que estou nesta noite de que chegaremos lá.&lt;br /&gt;Eu prometo a vocês, nós, como povo, chegaremos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO: Sim, nós podemos! Sim, nós podemos! Sim, nós podemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBAMA: Haverá recuos e falsos começos. Há muitos que não concordarão com cada decisão ou política que eu adotar como presidente. E nós sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas. Mas eu sempre serei honesto com vocês sobre os desafios que enfrentamos. Eu ouvirei vocês, especialmente quando discordarmos. E, sobretudo, eu pedirei para vocês se unirem no trabalho de refazer esta nação, da única maneira que isso foi feito na América por 221 anos - bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada por mão calejada.&lt;br /&gt;O que começou há 21 meses nas profundezas do inverno não pode terminar nesta noite de outono. Esta vitória sozinha não é a mudança que buscamos. É apenas a chance de fazermos essa mudança E isso não pode acontecer se recuarmos para a maneira como as coisas eram. Isso não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício. Portanto, vamos convocar um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós decide pôr as mãos na massa e trabalhar mais duro e ser responsável não somente por si, mas pelo próximo.&lt;br /&gt;Vamos nos lembrar de que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street próspera enquanto os investidores comuns sofrem.&lt;br /&gt;Neste país, nós ascendemos ou tombamos como uma nação, como um povo. Vamos resistir à tentação de cair no mesmo partidarismo e trivialidade e imaturidade que envenenou nossa política por tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos lembrar de que foi um homem deste Estado (Illinois) quem primeiro carregou a bandeira do Partido Republicano para a Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da confiança em si mesmo e da liberdade individual e da unidade nacional. Esses são valores que todos nós compartilhamos. E embora o Partido Democrata tenha conquistado uma grande vitória nesta noite, nós o fazemos com uma dose de humildade e determinação de curar as divisões que tolheram nosso progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Lincoln disse a uma nação bem mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora a paixão possa ter criado tensões, ela não deve romper nossos laços de afeição.&lt;br /&gt;E para aqueles americanos cujo apoio eu ainda preciso conquistar, eu posso não ter obtido seu voto esta noite, mas ouço as suas vozes. Eu preciso de sua ajuda. E serei o seu presidente também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para todos aqueles que estão assistindo nesta noite de além de nossas praias, de parlamentos e palácios, para aqueles que estão acotovelados em torno de aparelhos de rádio nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são singulares, mas nosso destino é comum, e uma nova aurora da liderança americana está perto.&lt;br /&gt;Para aqueles... para aqueles que dilacerariam o mundo: nós os derrotaremos. Para aqueles que buscam a paz e a segurança: nós os apoiamos. E para todos aqueles que se perguntavam se o farol da América ainda tem o mesmo clarão: esta noite provou uma vez mais que a verdadeira força de nossa nação vem, não do poderio de nossas armas ou da escala de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e esperança inflexível. Esse é o verdadeiro espírito da América: que a América pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperanças pelo que podemos e devemos alcançar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta eleição teve muitas primeiras vezes e muitas histórias que serão contadas por gerações. Mas uma que está em minha mente esta noite é sobre uma mulher que depositou seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de outros que fizeram fila para fazer sua voz ser ouvida nesta eleição exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos. Ela nasceu apenas uma geração após a escravidão; um tempo em que não havia carros na estrada nem aviões no céu; em que alguém como ela não podia votar por duas razões - porque ela era mulher e por causa da cor de sua pele. E nesta noite, eu penso em tudo que ela viu ao longo de seu século na América - a aflição e a esperança; a dificuldade e o progresso; os tempos em que nos diziam que não podemos, e as pessoas que avançaram com aquele credo americano: Sim nós podemos. Num tempo em que as vozes das mulheres eram silenciadas e suas esperanças desconsideradas, ela viveu para vê-las se erguer, e se manifestar e alcançar o voto. Sim nós podemos. Quando houve desespero no Dust Bowl e depressão em todo país, ela viu uma nação vencer o próprio medo com um New Deal, novos empregos, um novo senso de propósito comum. Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO: Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBAMA: Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela estava lá para testemunhar a ascensão de uma geração à grandeza e uma democracia foi salva. Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO: Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBAMA: Ela estava lá para os ônibus em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma e um pregador de Atlanta que disse a um povo que nós superaremos. Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO: Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBAMA: Um homem desceu na lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa própria ciência e imaginação. E neste ano, nesta eleição, ela tocou com seu dedo uma tela e depositou seu voto porque após 106 anos na América, passando pelo melhor dos tempos e as horas mais tenebrosas, ela sabe como a América pode mudar. Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO: Sim, nós podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBAMA: América, nós chegamos tão longe. Nós vimos tanta coisa. Mas ainda há muito mais para fazer. Então, nesta noite, vamos nos perguntar - se nossos filhos vão viver para ver o próximo século; se minhas filhas tiverem a fortuna de viver tanto quanto Ann Nixon Cooper, que mudança elas verão? Que progresso nós teremos feito? Esta é nossa chance de responder a esse apelo. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo, para colocar nosso povo de novo no trabalho e abrir portas de oportunidade para nossos filhos; para recuperar a prosperidade e reafirmar essa verdade fundamental, que, de muitos, nós somos um; que enquanto respirarmos, teremos esperança. E onde formos recebidos com cinismo e dúvidas e por aqueles que nos dizem que não podemos, nós responderemos com aquele credo intemporal que resume o espírito de um povo. Sim, nós podemos Obrigado. Deus os abençoe! E que Deus abençoe os Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte: AE&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-4633146577246119707?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/4633146577246119707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=4633146577246119707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/4633146577246119707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/4633146577246119707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/11/bixo-doido.html' title='&quot;ô Bixo Doido!!&quot;'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-7617320553519374440</id><published>2008-11-01T15:50:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T16:06:14.091-07:00</updated><title type='text'>O pagador de promessas</title><content type='html'>&lt;div&gt;"&lt;em&gt;Esse é mais um texto que me obriga a contetualiza-los a cercado momento em que foi escrito. Ano passado, fomos postos a ler e interpretar uma obra chamada "O pagador de Promessas". apresentamos um seminário sobre o livro e teríamos que ter ensaiado bastante para apresentar a peça, no auditório da escola, CEFET. Porém por motivos ainda não esclarecidos, nosso "Primeiro ensaio foi no dia da apresentação" ( as aspas é pra ressaltar as vezes em que repeti isso). Enfim... Véspera da apresentação fui escrever algo sobre a obra e me veio a idéia de fazer uma "musiquinha" pra "encher linguiça" quando fossemos apresentar. Serviu. Não apenas pra isso. Mas essa "musiquinha"  virou trilha (nem tanto, mas se bem que poderia) e ainda me emociona quando canto. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Sei que alguns não leram o livro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Sei que quem estava no auditório, no dia, não escutou direito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Então epero que os emocione, pelo menos deixar um comentário, ou ainda: ler a obra.. Será?"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sertão, interior da Bahia,&lt;br /&gt;Era lá que morava o Zé.&lt;br /&gt;Alegremente vivia a vida sofrida,&lt;br /&gt;Junto com sua mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua casa, morava um animal,&lt;br /&gt;Que a todo tempo lhe seguia.    &lt;br /&gt;Por isso, até ganhou um apelido,&lt;br /&gt;Zé-do-Burro o povo dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, num dia chuvoso,&lt;br /&gt;Quem sofreu foi o seu burro Nicolau.&lt;br /&gt;Do ferimento jorrava sangue,&lt;br /&gt;O seu amigo estava muito mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo ele, aquela situação,&lt;br /&gt;Aquela cena lhe partiu o coração.&lt;br /&gt;Com medo do pior, fez uma promessa,&lt;br /&gt;No terreiro de Candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de Santa Bárbara era Iansã,&lt;br /&gt;A santa à qual tinha prometido.&lt;br /&gt;E agora o que iria fazer,&lt;br /&gt;Era como amor proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu maior desejo no momento,&lt;br /&gt;Ele não poderia concretizar.&lt;br /&gt;Como pagaria? O que aconteceria?&lt;br /&gt;Como a cruz iria entregar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angustiado sem saber o que fazer,&lt;br /&gt;Só queria a promessa pagar.&lt;br /&gt;Tentava de todo jeito ainda ter&lt;br /&gt;Uma gota de esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na igreja não deixavam ele entrar,&lt;br /&gt;A sua mulher já queria desistir.&lt;br /&gt;Mas ele, movido pela Fé,&lt;br /&gt;Achava que algum dia...&lt;br /&gt;As portas da igreja se abririam,&lt;br /&gt;E sua entrada aconteceria.&lt;br /&gt;Mas que triste desilusão,&lt;br /&gt;Estava mais difícil a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, seu pior inimigo,&lt;br /&gt;Quis com ele levar o Zé.&lt;br /&gt;Num triste dia numa confusão a morte vencia a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mulher, como eu também,&lt;br /&gt;Lamentava a morte do homem.&lt;br /&gt;Que lutou e creu até o fim,&lt;br /&gt;Não importa o que você sonhe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguém que te olha lá do céu,&lt;br /&gt;E te ama como ninguém.&lt;br /&gt;Essa mesma força que permitiu,&lt;br /&gt;Que eu acabasse a história sem....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Zé-do-burro...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-7617320553519374440?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/7617320553519374440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=7617320553519374440' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7617320553519374440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/7617320553519374440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/11/o-pagador-de-promessas.html' title='O pagador de promessas'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-8799918554738639971</id><published>2008-10-08T08:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T09:05:46.059-07:00</updated><title type='text'>Só mais um retiro de carnaval</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;BASEADO EM FATOS REAIS&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só mais um daqueles retiros&lt;br /&gt;Que se fazia no carnaval&lt;br /&gt;Novas amizades, conversas no fim da tarde,&lt;br /&gt;Quartos apertados, pouca privacidade,&lt;br /&gt;Nada de muito especial.&lt;br /&gt;Tinha muitos motivos pra não ir&lt;br /&gt;Mas "algo" me chamava, então me rendi.&lt;br /&gt;Cheguei pouco empolgado,&lt;br /&gt;Como sempre calado, na minha,&lt;br /&gt;Esperando saber qual era esse "algo"&lt;br /&gt;Que me fazia estar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de conhecer alguns caras,&lt;br /&gt;Convidaram-me para "bater uma bola".&lt;br /&gt;Era assim que eles diziam&lt;br /&gt;Mas duvido algo bater mais forte&lt;br /&gt;Do que meu coração pelo que via...&lt;br /&gt;Morena clara, marcada pelo Sol,&lt;br /&gt;Chamaram-me a atenção os seus olhos atentos&lt;br /&gt;Que sem parar um tempo,&lt;br /&gt;Fixos me encaravam,&lt;br /&gt;Esperando que eu percebesse&lt;br /&gt;Que aquela era a resposta&lt;br /&gt;Que a vida sempre nos mostra&lt;br /&gt;Quando não sabemos que "algo" é esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi-a e sabia que era ela,&lt;br /&gt;E seria pouco tempo depois&lt;br /&gt;Com quem Conversaria&lt;br /&gt;Sobre tudo que já vivi e pensei,&lt;br /&gt;Sobre coisas que nunca imaginei,&lt;br /&gt;Que a alguém contaria.&lt;br /&gt;Falamos dos nossos desejos e sonhos&lt;br /&gt;Coisas que passam, mas ficam guardadas,&lt;br /&gt;Coisas que nunca vieram, mas esperamos.&lt;br /&gt;Essas que são fantasia, mas na real&lt;br /&gt;Torna-se mais fácil quando nos entregamos&lt;br /&gt;Desde o início pra qualquer final,&lt;br /&gt;Como aquele dia em que mesmo sem motivo,&lt;br /&gt;Estava em mais um retiro de carnaval.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Foi só questão de minutos&lt;br /&gt;Pra arrancar o primeiro sorriso.&lt;br /&gt;Não foi dos mais expressivos&lt;br /&gt;Mas o que é que tem isso,&lt;br /&gt;Quando o que se espera é só fazer,&lt;br /&gt;De algum jeito alguém te perceber&lt;br /&gt;Mesmo que fosse correndo o risco,&lt;br /&gt;De se sentir um pateta,&lt;br /&gt;Frente aquela garota singela,&lt;br /&gt;Faria todo o sentido.&lt;br /&gt;Com o tempo vinha à amizade,&lt;br /&gt;Já nos víamos com freqüência&lt;br /&gt;E eu já orava esperando o momento&lt;br /&gt;Em que na nossa inocência,&lt;br /&gt;Iríamos trocar o primeiro beijo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E quanta inspiração ao demonstrar&lt;br /&gt;O meu amor naquele verso&lt;br /&gt;Que já era feito, se não o mais velho&lt;br /&gt;Que o mundo já viu pronunciar.&lt;br /&gt;Naquele simples "Eu te amo"&lt;br /&gt;Cabiam trilhões de frases de amor&lt;br /&gt;Mas nada podia ser mais sincero&lt;br /&gt;Ainda que fosse o mais belo&lt;br /&gt;Dos versos de um bom escritor.&lt;br /&gt;E Naquela mesma noite azul&lt;br /&gt;Com a lua a nos vigiar,&lt;br /&gt;Em meio a declarações e lembranças&lt;br /&gt;Diria que assim teria sido&lt;br /&gt;Se tivesse ido naquele retiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Daniel Hananias Cabral de Oliveira,16&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;(aos 15)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-8799918554738639971?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/8799918554738639971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=8799918554738639971' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8799918554738639971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8799918554738639971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/10/s-mais-um-retiro-de-carnaval.html' title='Só mais um retiro de carnaval'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8943263941731975823.post-8501290823482555867</id><published>2008-10-04T13:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T13:57:39.589-07:00</updated><title type='text'>do poeta, A vida</title><content type='html'>"Imaginamos a vida do poeta como algo mágico, afinal ele sempre tem a poesia certa para conquistar a  amizade e o amor de qualquer pessoa. Nessa poesia falo sobre a vida de um poeta. Ele é fascinado pelo dualismo e ama poetizar, mas percebe que depois de um tempo os seus versos são parafraseados e inspiram amores de estranhos, porém não mais o faz uma pessoa mais amada. Isso acontece ao mesmo tempo que o poeta se apaixona, mas pareçe que a vontade de poetizar não faz mais sentido quando ele percebe que a mulher que ama, não o ama, não o escuta, não o vê, não pode ser tocada, ela é uma de suas musas inspiradoras e vive apenas em seu imaginário... Essa não é a melhor poesia que você irá em sua vida e eu não sou o melhor poeta, mas essa essa é a estória da poesia da vida do poeta"  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                                                &lt;br /&gt;Troco o dia pela noite&lt;br /&gt;O sentimento é maior que a razão&lt;br /&gt;O dualismo do real e o imaginário&lt;br /&gt;Desperta o poeta, que diz por dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é feita de pedaços de amor&lt;br /&gt;E o que os une é a coragem&lt;br /&gt;De ultrapassar as folhas de um livro&lt;br /&gt;E poetizar a verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus versos não funcionam para mim&lt;br /&gt;Vou perdendo a esperança&lt;br /&gt;Vejo homens que nunca vi&lt;br /&gt;Vivendo das minhas lembranças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes penso que "poeta"&lt;br /&gt;Não só rima com "pateta"&lt;br /&gt;São conceitos que se cruzam&lt;br /&gt;Seus ideais são suas idéias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tem que ser assim, a vida de um poeta&lt;br /&gt;Que leva a vida em fazer amar&lt;br /&gt;Tem que ser assim, como as estrelas&lt;br /&gt;Que encantam, mas não tocam o chão&lt;br /&gt;Tem que ser assim, a vida de um poeta&lt;br /&gt;Tem alma. Não tem coração&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lamento não poder mais escrever&lt;br /&gt;Nas linhas tortas do prazer&lt;br /&gt;Que começam na mente do poeta&lt;br /&gt;E desenrolam no seu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me tão longe da vida&lt;br /&gt;Com a mente presa no querer&lt;br /&gt;Estar perto, porém não poder&lt;br /&gt;Poetizar. Vou agradecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela inspiração que nos versos transcrevi&lt;br /&gt;Por cada manhã á procurar na rua&lt;br /&gt;A sua face em meio às outras mil&lt;br /&gt;Que em meu imaginário perdura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por que tem que ser assim a vida de um poeta&lt;br /&gt;Levar a vida em fazer amar?&lt;br /&gt;Porque tem que ser assim, como as estrelas&lt;br /&gt;Que encantam, mas não tocam o chão?&lt;br /&gt;Porque tem que ser assim, a vida de um poeta&lt;br /&gt;Tenho alma e Tenho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;coração!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu vou voar como as aves no céu&lt;br /&gt;Viver, poetizar esquecer o proibido&lt;br /&gt;E amar...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;em&gt;Daniel Hananias Cabral de Oliveira, 16&lt;br /&gt;                                         16/09/2008.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8943263941731975823-8501290823482555867?l=danielhanany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielhanany.blogspot.com/feeds/8501290823482555867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8943263941731975823&amp;postID=8501290823482555867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8501290823482555867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8943263941731975823/posts/default/8501290823482555867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielhanany.blogspot.com/2008/10/do-poeta-vida.html' title='do poeta, A vida'/><author><name>DanielhananY</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13915457485759014550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_qS6bZ4qY4KM/SOfbGReBvhI/AAAAAAAAAB0/-CjqfCr6ckg/S220/C%C3%B3pia+de+PICT0082+c%C3%B3pia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
